Passeando por Nárnia, Cair Paravel e as Ilhas Solitárias.


Recentemente eu tomei vergonha cara e voltei a ler a minha saga favorita, As Crônicas de Nárnia. Relaxei pelo fato de já ter visto todos os filmes e blábláblá. Mas enfim, ontem quando estava lendo o final do quarto livro da saga, Príncipe Caspian, vendo todo aquele discurso dos dois irmãos mais velhos sobre não poderem mais voltar ao país tão querido, me fez refletir em uma coisa: Todos nós, independentes da idade, temos uma Nárnia. Um país onde somos vistos, um lugar onde as pessoas se importam e sempre esperam o nosso melhor. Cada um de nós sempre foge pra esse lugar, para esse Nárnia sempre que pode. Afinal, não é todo dia que estamos com saco pra aturar tudo que acontece no mundo real. E assim, vivemos nossas aventuras, lutas e guerras ao lado de todas as criaturas para honrar o nome do seu país, e de Aslam. E então, como acontece com os mais velhos dos Penvensie, chega o momento em que precisamos crescer. O momento em que, aprendemos todas as lições que precisávamos aprender, ensinamos tudo aquilo que tínhamos que ensinar, e assim, deixamos Nárnia. Mas, nem todo mundo está pronto para essa mudança, nem todo mundo está pronto para crescer. Afinal, crescer é algo difícil, não? Ficamos adiando e adiando esse momento, afim de que ele nunca chegue, mas ele vai chegar, ele precisa chegar. Por mais que estar em Nárnia seja a melhor coisa que te possa acontecer, por mais que ser criança seja a melhor fase da sua vida, ela precisa acabar. Desapontados, porém conformados, todos nós deixamos o nosso lugar favorito, o nosso lugar onde ninguém pode nos desapontar e nos dizer o que fazer. Mas isso não quer dizer que nossa Nárnia, ira nos abandonar. Afinal, ela nos deixa histórias para contarmos ao nossos filhos e netos. Para que eles, assim como nós, criem o seu próprio lugarzinho e possa viver todas as aventuras que nós vivemos. Deixar Nárnia não é algo fácil, mas é necessário. Não significa que assim que a deixe, você irá esquecê-la rapidamente. Pois tudo que é bom e que passa, deixa uma saudade incrivelmente grande. Então, o que nos resta é aproveitar enquanto estiver no seu reinado. Andar a cavalo entre as árvores dançantes e as dríades cantarolando pela floresta. Passar na casa do Senhor Tuminus para um chá, ou passar a tarde conversando sobre os humanos ao lado de Caça-Trufas. Muitas pessoas gostam de usar o termo “Viva a vida intensamente” eu digo, viva a vida da forma mais narniana possível, porque um dia, infelizmente, um dia você irá crescer e nunca mais voltar. Restando apenas as suas memórias, e a sua imensa vontade de estar lá mais uma vez, nem que seja por alguns minutos.