Nova fanfiction: I still love you.

Eu sei que não é domingo ainda e eu sei que eu deveria estar na faculdade, pois é. Mas umas confusões com trânsito, manifestações, saídas da cidade fechadas e tudo mais me fizeram ficar em casa (e perder meio ponto da aula de hoje, sofrível) e por isso estou aqui adiantando uma postagem pra vocês. ♥ Só queria expressar minha imensa felicidade sobre meu lado consumista, já que meu celular novo já está nas minhas lindas mãos. Olha, vocês não sabem a dor de cabeça e o perrengue que eu passei com essa venda do celular antigo/compra do novo. Mas no final das coisas deu tudo certo. (Não muito, eu ia fazer resolver umas coisas a respeito disso hoje, mas aí não fui na aula... ) Enfim! 
Vamos falar sobre a nova fiction! A ideia me surgiu por conta de um plot de rpg real life que eu fiz. Minha personagem lá no jogo se chama Hyerin e ela teve alguns problemas com uma pessoa. De início coloquei esses problemas só pra dar um drama na história dela mesmo, mas aí, em meio as duas horas de viagem pra casa (essa vida sofrida de estudante :/) me fizeram pensar em um jeito de resolver esses problemas dela com o... cara. Bom, ficou bem curtinha e o título significa "eu ainda amo você". Estou feliz porque eu consegui fazer um certo "mistério" e todas as quatro pessoas que já leram deduziram inúmeras coisas, menos o que realmente está na história. Eu me senti o máximo, nada me abala mais! (Mentira, abala sim, mas tá.)
Anyway, é só isso. É um drama básico e eu estou adorando escrever drama, por mais que eu chore na maioria das vezes em que escrevo. Mas são consequências de uma manteiga derretida. No mais, fiquem a vontade para ler I still love you, e o draminha de Hyerin. Aviso desde já que o final é feliz e não, ninguém morre. hahahaha

Estou tendo problemas com html - ainda? de novo? - mas eu vou vencer. Obrigada a todas as correntes de oração e apoio de vocês. n Tive muitas ideias e muitos projetos aqui pro running, agora só falta tempo e coragem pra colocar todos em prática! Ah, e obrigada pelas 30 curtidas na página, seus lindos! Sério mesmo, fizeram o coração dessa pobre alma feliz. 

Por hoje, é só isso! 

10 reflexões que toda ficwriter e suas leitoras deveriam fazer.

Yay! Já é quarta-feira (ou madrugada dela) e eu estou aqui com postagem nova para vocês! Queria comunicar que ainda estou lutando (e perdendo) com o html, arrumei uma solução para ir levando até quando der, um tanto complicada, mas ainda uma solução. Não vou explicar pra vocês do que se trata porque é realmente díficil, porém apenas declaro que, apesar dos meios mais trabalhosos, EU VENCI, HTML! Muahahahaha.... ok, não.
Enfim, a postagem de hoje, como eu já havia falado, é sobre algo que foi um dos responsáveis pela minha paixão por escrever: o mundo das fanfictions. (Aquela definição básica para quem ainda não conhece. ). Organizei dez coisinhas que ao longo do tempo, passaram a me incomodar com o excesso ou a falta delas em algumas fictions. Sejam gentis comigo e não me matem pela sinceridade que foi usada em algumas questões. 
Anyway, confiram agora as dez reflexões que toda ficwriter e suas leitoras deveriam fazer.

1 – Não fique só no romance.

A vida não é um mar de rosas, até porque esse tipo de flor não dá em água salgada. Por mais maravilhoso e suspirante que seja, não deixe que o romance tome conta da sua vida. Permita-se ler e escrever outros tipos, perceba o quão gratificante é se arriscar em outro gênero mesmo que não seja muito certeiro de início. É certo que nós  lemos na espera de que aquilo nos preencha de alguma forma, mas não dê a entender que o faz apenas para suprir suas próprias carências.

2 – Sexo não deixa a história melhor.
O mundo da fanfic chegou numa fase em que sua estória só é lida caso contenha cenas de sexo. Cada vez mais as livres são consideradas fluffys ou sem conteúdo. E o que seria, de fato, esse conteúdo? Não importa o quão boa a ideia inicial da fic seja, se sexo explícito não estiver presente significa que ela não é boa? É claro que existem as restritas com ótimo plot¹ e o sexo não sendo a principal base. Mas, muitas das que eu já li – inclusive, famosas dentre as páginas no facebook – não acrescentam em nada a não ser em algum tipo de posição. Sinceramente, por mais grotesco que possa parecer, a fanfiction chegou ao que se chama de literatura erótica e rapidamente se tornou em uma escrita pornográfica.

3 – Aposte na fantasia.
Parece que depois que crescem, as pessoas são obrigadas a mudarem seus gêneros preferidos. Meninas, principalmente. Nós não podemos mais gostar de histórias tachadas infantis, porque agora somos “mulheres” e precisamos ler aquilo que mulheres leem. Pfff, pura idiotice. Já fui extremamente zoada por ter Desventuras Em Série como meu favorito. Mas... o que há de tão errado em gostar de mistérios, cisões, três órfãos desventurados e um vilão pérfido? Eu te digo: nada. Como fã que sou, diria que a saga merecia uma atenção muito maior do que lhe foi dada. Enfim, a fantasia está cada vez mais escasso no universo das fanfictions. Por mais fãs de irreal como Harry Potter e Percy Jackson que sejam as autoras, não há um público interessado em plots como esse. E assim, os sites de fics ficam cada vez mais abarrotados de... romance.

4 – Esqueça a vida rockstar.
Falando sério.... já deu. Tudo bem que cantores/bandas e atores como personagens estão tendo cada vez mais destaque, porém coloca-los famosos em todas as histórias cansa, né? Acredito que se possa usar apenas a imagem do preferido em questão, não necessariamente sendo quem ele realmente é na sociedade. Mesmo que seja feito de fã para fã e por mais talentoso naquilo que faz o seu ídolo seja, uma variada não mata ninguém. Não há problema nenhum em Skandar Keynes ser um cortador de grama.

5 – P.O.V masculino não significa P.O.V dos palavrões.
“Caralho! Que porra você fez nessa merda, seu filho da puta?”  Pra quê, né? Palavrões são usados por todos os tipos de pessoas, não só pelos garotos ou jovens. Seu pai vive soltando uns e até seu professor de física já usou o mais comum deles em alguma questão mal interpretada.  Se quiser um texto mais atual, informal e ainda mais próximo da realidade, alguns soltos vez ou outra não faz mal algum, mas o uso repetitivo não vai tornar seu personagem mais másculo. Creio que todas nós desejamos que pelo menos uma de nossas estórias se torne um livro, e eu nunca compraria livro algum com tantas palavras chulas dessa maneira.

6 – Muita enrolação = ZzZZzZz
Não que eu tenha nada contra textos longos (só uma leve preguiça para escrever), porém uma estória com trinta e cinco capítulos e oitenta e cinco por cento serem só brigas e discussões, gritaria, e o casal (porque né, romance domina) ficando junto nos últimos segundos da prorrogação do jogo decisivo da libertadores... não dá, né? Eu sei que uma adrenalina é bom de vez em quando, mas tentem não exagerar nessa enrolação. Particularmente gosto sim de uma estória com aquelas briguinhas bem bobas, mas sem exageros. Não vamos colocar o casal discutindo porque ela quer sair de rosa e ele quer usar uma camisa azul e fazer eles terminarem por isso.

7 – P.O.V do cansaço.
Olha, ponto de vista pra mim é um grande problema. Não vejo muita necessidade para mudança de narrador, ainda mais com tanta frequência. Eu sei que é complicado, já que o narrador personagem é o melhor em expressar sentimentos e tudo mais. Entretanto, creio que seja melhor optar pelo narrador-observador ou até mesmo o onisciente, que permite ir mais afundo nos pensamentos do personagem, como a narração em primeira pessoa. Porque sinceramente, eu me sinto cansada com tantas trocas de pontos de vista, muitas das vezes até me perco. Cheguei a ler uma que aconteceram oito trocas de narrador em um único capítulo! É aquela coisa: Você quer usar determinada coisa, usa, mas não abusa.

8 – Drama não é só Romeu e Julieta.
Uma mãe que perdeu um filho, uma criança que não encontra a roupa da boneca, um cara que tá sem emprego ... tudo é drama, gente. Eu ‘tô cansada de ir procurar estórias nesse gênero e só encontrar gente em depressão porque a garota morreu, marido alcoolizado porque foi chifrado. A gente se livra de Manoel Carlos mas Manoel Carlos não sai da gente, porque olha. Particularmente acho que não há problema nenhum em dramas de verdade. Na real, sempre quis escrever sobre pessoas sobrevivendo a segunda guerra ou coisas do gênero. Mas, não dá dinheiro escrever esse gênero. O mercado hoje só aceita romance, só aceita se você fizer um casal fodástico e matar um deles no final da fiction.

9 – Cuidado com as gafes.
O erro mais épico que eu já vi em toda minha curta vida de 18 anos foi o seguinte: A estória se passava na época da renascença e a personagem principal tinha um computador. Desculpem-me a palavra, mas caralho! Pelo amor de Deus, vamos usar uma ferramenta muito digna e importante chamada: google. É muito bom quando se tem ideias e exclusivas para plot, mas é melhor ainda dar uma pesquisada, ir atrás da galera que entende pra não passar por uma vergonha dessa ou coisa parecida. Eu lembro que quando escrevi O carinha do call center há séculos e séculos atrás na minha época de noob², eu contei com a ajuda de Priscila que até então era só minha beta-revisadora. Ela já tinha trabalhado como atendente de telemarketing e me deu uns toques para a fiction ficar decente e sem buraco. Então gente, pesquisar nunca é demais. Procurar gente da área, experiente e tudo mais para sua estória ficar ainda mais original.

10 – Comentário que seja comentário.
Esse é um especial para as leitoras e acho que todas já estão cansadas de ouvir isso, mas falaremos novamente. Engraçado que na hora de cobrar capítulo, surgem leitoras de todas as partes desse mundo. A gente tenta, passa por cima das obrigações, revisa a tempo, manda a fic no último minuto pra atualização e no final: recebemos quatro ou cinco comentários. E desses, alguns são simples “Que legal, agora continua *-*”. Ou então, como na minha época de novata no lollipopfics que já cheguei no meio de uma confusão, comentários maldosos apenas com “que lixo”. Poxa, gente. Se gostou, comenta aquilo que gostou com detalhes, dando ênfase nas partes importantes para que a autora se sinta feliz e faça de novo das próximas vezes. Se não gostou separa as coisas que você julgou desnecessárias e manda de modo educado para que a autora analise se sua sugestão é boa e tome mais cuidado da próxima vez. Dá trabalho? Dá, lógico que dá. Mas pensem no trabalho que nós também tivemos em organizar tudo a tempo para fazer vocês leitoras felizes. É de extrema importância que tenha esse feedaback, e mais pra frente será um felicidade dupla: Da autora por ter crescido em sua escrita, e sua por ter acompanhado e ajudado nesse crescimento. 

¹: Ideia geral da estória, o assunto que a fiction aborda de modo mais generalizado.
²: Calouro, desinformado. Ainda começando em determinada área; Gíria usada em jogos online.

E aí, o que acharam? Concordam? Discordam? Caixinha de comentários tá logo ali te esperando!

Novo layout, sofrimentos com HTML e page no facebook.

Bom dia! Sim, bom dia porque faz só alguns minutos que eu acordei. Estou aqui depois de séculos com a velha promessa de postar com mais frequência, mas não se preocupem dessa vez é sério (Não que as outras não tenham sido, mas...). Na última sexta-feira (23/08) em uma palestra, levei um tapa na cara ao ouvir que você só será levado a sério quando você mesmo se levar a sério. Então, se queremos reconhecimento, preciso fazer com que seja reconhecido! O running vai ser atualizado duas vezes por semana choquem! Sendo uma no domingo, e a outra na quarta-feira. Claro, se surgirem novas ideias fora dos dias em questão, postarei do mesmo jeito. E pra isso, precisamos dar uma mudada, não é mesmo? O que acharam do layout novo que não é tão novo assim? Eu usei esse theme há muitos e muitos anos (2009) atrás e quando coloquei de novo me veio uma nostalgia tão grande que vocês nem fazem ideia. E, apesar de toda a fobia com backgrounds amadeirados, eu realmente fiquei apaixonada quando vi esse modelo!  
Mas olha, devo dizer que essa vida já foi mais fácil! Tudo bem que o horário escolhido para a mudança de layout não foi lá muito bom (uma hora da manhã!), mas não precisava apanhar tanto do html, dona Thiarlley. Sofri, pelejei, padeci, corri atrás de duas amiguinhas para me dar uma ajuda, fui no google, lutei, apanhei mais ainda e no final das contas: perdi de 57x3 do html do blog, pois é. A função de compartilhamento simplesmente sumiu do fim das postagens e eu só não chorei de raiva porque eu sou superior a qualquer coisinha de computador. (Olha, ser mesmo eu não sou, mas precisava achar que era pra não xingar o mundo todo) Enfim... eu ainda não desisti porque, como eu já disse, não é nenhum programa idiota que vai me vencer e hoje ainda vou vestir minha armadura e ir pra batalha. Só não garanto ganhar, mas tentarei do mesmo jeito.
 Pois bem, a page no facebook. Resolvi de última hora porque dois amigos meus que começaram agora já criaram uma página direitinho, bem organizada e com direito a várias curtidas no primeiro dia. Se eu fiquei no recalque? Claro. O running existe desde 2009 e eu nunca trabalhei uma ~divulgação~ de maneira correta. Então, pois bem! Fiquem a vontade pra curtir a linda page do querido running! Tudo que for postado aqui será postado lá também, no intuito de informá-los com mais rapidez sobre o conteúdo! Eu espero de verdade que dessa vez dê certo! Aliás, qualquer dúvida/sugestão/crítica/comentário ou qualquer outra coisa, fiquem a vontade para mandar inbox na página, ou uma mention no twitter, até ask no tumblr se quiserem, hahaha! Só clicar logo aqui nos widgtes e fiquem a vontade!

E apesar do clima não estar muito frio, o dia hoje vai ser resumido em muito café e muito mais Duda Rangel.  Super recomendo - e olha que só li os cinco primeiros capítulos -  não só pra quem quer seguir a carreira de jornalismo, mas também pra quem tiver curiosidade de se aprofundar no meio da notícia e da redação de uma maneira divertida. E, é claro, os leigos super deveriam ler para entenderem que nós não vamos ocupar o lugar de Willian Bonner e ser famosos assim que sairmos da faculdade. 

No mais, é só isso por hoje! Tem postagem nova a caminho falando um pouco sobre fanfictions e sua evolução. Quarta-feira estará quentinha aqui pra vocês.
kiss kiss and love. ~ ♥ 

#Cartas ― para Annelise Walker;


21 de Janeiro de 2027.
Ballyclare, Irlanda do Norte, Reino Unido.

Oi, Annelise.
Olha, é meio complicado escrever uma carta para si mesma. Principalmente quando já se sabe que a “você” que precisa ler tal recado não terá mais essa chance. Mas eu vim te dizer para parar de se importar com o que as pessoas dizem, por mais clichê que possa parecer. Você sabe que independente do que elas achem ou não, nada irá mudar o que você é. Vim te avisar que por mais que você tente agradar todos ao seu redor, nunca será o suficiente. Não deixe suas aulas de balé só porque sua avó disse que isso não é coisa que lhe dê dinheiro, muito menos cancele seu sonho só porque seu pai disse que rodopiar para um lado e para o outro não é uma arte. Peço que não curse Direito só porque sempre fora o sonho de sua mãe se tornar uma grande advogada! Era o sonho dela, não o seu. Muito menos passe a andar com roupas justas e curtas para conseguir a atenção de pessoas que não a merecem. Não namore o Joseph. Faça as pazes com Valentina. Compre o livro de Alice no país das maravilhas ao invés de gastar seu dinheiro com aquele sapato de salto que nos final das contas será o primeiro motivo da humilhação que você sofrerá. Não rasgue seu macaco de pelúcia e guarde aquela carta que Alan te deu. Não tome aquela primeira dose que Maya lhe ofereceu, e principalmente, não caia na conversa de John Cosmopolitan.

Sei que foram coisas demais, entretanto, estou zelando pelo teu bem. Ser advogada e bem sucedida, é completamente entediante. O namoro com Joseph resultará em uma traição e uma humilhação em meio a todos que você se importa. Você sentirá falta de Valentina e não conseguirá ir ao seu enterro por remorso. Os saltos que você comprou ao invés do livro, quebraram no meio do baile e te fizeram cair, somando mais uma humilhação. Não rasgue o Pierre, por mais irritada que esteja. Descontar sua raiva nele só fará com que sinta remorso depois, e com certeza, você sentirá. A carta que Alan lhe deu provavelmente ficará na sua memória, mas você sofrerá por não tê-la fisicamente. A primeira dose oferecida por Maya resultará em um vício precoce, que lhe colocará em uma clínica de reabilitação em pouco menos de um ano. E por último, mas não menos importante: John Cosmopolitan te deixará na falência, completamente sem nada, a não ser a roupa que usa e aquilo que guardara no escritório. Por isso, Annelise, peço-lhe que tome todas as precauções que fiz nesta carta, a fim de que o seu futuro não seja aquilo que você tanto temeu. Talvez você ainda não saiba o quão doloroso é passar por uma escola de balé e ver o quão promissor seria se tivesse continuado com o que tanto sonhou.
Bem, acho que não tenho mais nada a declarar. Em um último pedido, peço que diga a sua mãe o quanto você a ama, porque provavelmente, depois de algumas discussões com o seu pai, você não seja permitida no velório dela e provavelmente assistirá o seu sepultamento alguns metros de distância. Não deixe que sua vida se torne algo tão miserável. Espero poder te encontrar algum tempo depois e espero também que tenha atendido ao menos um dos meus pedidos. Tenho plena certeza que sua vida mudará se ao menos um desses for acatado.

Com um amor que perdi ao longo do tempo,

Você mesma alguns anos depois. 

Adolf Hitler: Uma inteligência demoníaca

Todo estudante que se preze, seja ele amante da história ou não, conhece nem que seja o mínimo sobre a vida e obra do ditador. Austro-húngaro, mudou-se para Viena no intuito de tornar-se um pintor respeitado, o que foi totalmente vetado por não conseguir ingressar na Academia de Belas-Artes. Mudou-se então para Munique, Alemanha, fugindo do alistamento obrigatório em seu país. Contraditoriamente, com o início da 1ª Guerra Mundial, alistou-se no exército alemão como voluntário. Ferido em combate, recebeu então a condecoração da Cruz de Ferro.
         Com o fim da Guerra, recebeu a missão de investigar o Partido dos Trabalhadores Alemães, fundado por Anton Drexler. Saiu do exército e filiou-se ao Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães e é apelidado de “nazi”. Com o fracasso de um golpe de Estado, Hitler e os outros líderes acabaram presos, e lá escreveu Mein Kampf, autobiografia e programa ideológico que impulsionou sua meteórica carreira política. Dez anos depois, assume o poder como chanceler da Alemanha, fazendo inúmeras obras públicas, recuperando a economia, e até considerado o “Homem do Ano” de 1938, pela revista norte-americana, Time.
         Um exército resumido para 100 mil homens, a devolução de todas as terras conquistadas da Polônia e França, a proibição para rearmar-se e o pagamento de todo o prejuízo causado pela Guerra aos países vitoriosos: Era a situação em que a Alemanha se encontrava no ano de 1918, com o fim da Primeira Guerra Mundial. Junto do Império Austro-Húngaro, foram denominados como causadores do conflito, e obrigados a assinar o Tratado de Versalhes, o qual lhes privavam de todas as possíveis formas de iniciar uma nova batalha e, é claro, beneficiava Reino Unido, França e Rússia com o ocorrido.
         São apenas vinte e um anos de período entre Guerras. Hitler assume o poder do país em 1933, e seis anos depois invade a Polônia provocando assim o início de um segundo conflito global. Adolf consegue, em menos de uma década, reestruturar toda uma Alemanha acabada e afundada pós Primeira Guerra. O soldado ferido em combate sai do anonimato e assumi o poder, conquistando um povo ainda ferido e humilhado pelas nações vencedoras. Desrespeitou as leis propostas no Tratado de Versalhes, voltando a se rearmar e reconquistando territórios antes perdidos com a assinatura do contrato.  
Hitler, sem dúvida, foi um dos melhores e dos piores chefes de Estado que o mundo já viu. Recriou a escravidão em pleno século XX, com 20% da mão de obra alemã provindo de trabalho forçado. Reestruturou e alienou um povo. Indignado pela primeira derrota, culpa os não-arianos por sujar seu país. Judeus, poloneses, comunistas, ciganos, homossexuais, testemunhas de jeová e opositores pagaram pela ruína que a Alemanha viveu pós Primeira Guerra. Saiu de amado a odiado em seis anos de Guerra fracassada. Desviou preciosos recursos para uma extravagante operação industrial com o objetivo de eliminar pessoas de forma rápida e eficiente. Hitler foi inédito e falho em seu ódio. Não soube recuar quando era preciso. A guerra tornou-se defensiva e completamente despreparada. E enfim, em 1945 as tropas Soviéticas avançam no território alemão, até que chegassem a mais uma derrota.
Muitas pessoas o criticam, crucificam e martirizam pelos seus atos. Mas o que muitos não fazem, é admitir o quão inteligente, esperto e sagaz ele era. Tudo que ele queria, ele conseguia. Da forma mais desumana em maldosa possível, mas conseguia. Manteve seus ideais até a sua morte, por mais humilhante e fracassados tenham sido ao fim de 1945. Mas fora toda a crueldade que exalava de seus poros, Hitler foi um bom governante, do jeito dele, mas foi. Por mais irônica e louca que tenha sido a última frase.
Hitler não apenas ajudou a criar o horror que foram a Segunda Guerra Mundial e o Holocausto, nos quais dezenas de milhões morreram. Ele alterou a paisagem global para sempre.”

Jon Lee Anderson, jornalista e autor norte-americano.

Fontes: Biografia de Adolf Hitler, disponível em: http://pensador.uol.com.br/autor/adolf_hitler/biografia/
Aventuras na História: 10 pessoas que mudaram o mundo e o que seria da humanidade sem elas; Edição 121,pág. 39. agosto 2013;  Editora Abril.