5tracks: Músicas para escrever - Playlist5


Ho Ho Ho, seus lindos! E aí, como foi a comemoração de véspera de natal de vocês? A minha foi linda, simples, mas maravilhosa igual. Antes de iniciar a postagem de hoje, a Thi pede para não se esquecerem do real sentido do natal, que toda a comilança, festas e presentes não ofusquem nos nossos corações que o dia 25 de dezembro nada mais é do que o aniversário do nosso Jesus Cristo! Que veio a esta terra com o único e verdadeiro propósito de morrer pelos nossos pecados e dar vida, e vida em abundância. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu único filho, para que todo aquele que nEle crê, não pereça, mas tenha a vida eterna.” João 3. 16.


Então, sentiram saudades das playlists, né? Eu sei, eu sei, também senti. E é por isso que hoje trago uma fresquinha e deliciosa com músicas de natal, especialmente para esse feriado maravilhoso que você está aí, morgando em casa e provavelmente vai procurar uma fic pra ler ou tentar escrever algo nessa época linda que é o natal. 



5) Love Love Love – After School



Apesar de ter sofrido com o meu pai hoje dizendo que essa música NÃO tem cara de natal, tem sim, pai! O especial lançado em 2010 conta a clássica história de amor/reconciliações no clima frio dos países lá de cima nessa época do ano. Dá pra ser usada em início de texto, em descrições de espaços – abertos ou fechados –  ou pra relatar aquele flashback fofo, seja de infância ao redor da ceia ou alguma outra situação, sem precisar enfatizar os dois personagens principais. É o tipo de trilha sonora para fictions do tipo fluffy, mais amorzinho, afinal, say that you Always love me~~~

4) Let It Snow – Dean Martin


        
Essa é clássica! Remete muito aos filmes tradicionais dos especiais de natal da Globo e é uma linda! Talvez seja por toda essa sensação nostálgica que seja fácil escrever ao som dela. Dá pra ser usada em cenas introdutórias do texto, para fazer o leitor adentrar a época natalina; Pessoas apressadas pelas ruas cheias de neve, pequenos flocos caindo aqui e ali,  naquele clichê lindo que todo mundo ama, não é mesmo?

3) Santa Stole My Girlfriend – The Maine


         
Descobri essa música no All Time Fics, lendo uma fiction chamada Santa, you bitch!  A letra fala de um pobre coitado que foi corno abandonado pela namorada e trocado pelo Papai Noel. A letra é bonitinha e engraçada, além do ritmo (acústico, seu lindo ) ser totalmente amável, o que ajuda na escrita. Dá pra ser usada também em situações fluffys, mas dá pra brincar com um drama básico e levinho, visto a letra e a melodia. Se não quiser ser má demais, é só dramatizar no início e dar um final feliz. E, por favor, frisando o SANTA, YOU BITCH! em alguma situação porque é muito bom HAHA

2)    Mistletoe – Justin Bieber


        
E que comece o julgamento. Mas essa música é muito boba e MUITO natal, afinal, olha o nome. Essa é para aquelas super românticas, com o encontro dos sonhos na noite fria do dia 24, detalhes minuciosos na descrição da cena, um bom vinho e todo aquele clichê natalino, que cá entre nós, todo mundo adora. Ou o outro clichê da reconciliação, afinal, o natal é uma das épocas mais propicias para reconciliações das mais criativas e lindas.

1)    A midwinter night’s sweetness – San-E&Raina

         
Esses lindos! A música original, A midsummer night’s sweetness foi lançada em junho desse ano e essa edição especial fora feita para as apresentações de fim de ano, Gayo Daejun. A letra mudou pouquíssima coisa e tá tão mais amor que é impossível NÃO usá-la para qualquer cena fluffy. É a mesma situação da anterior, regada em romantismo puro, dá pra fazer todos os tipos de encontros natalinos, principalmente pelos diálogos adoráveis durante a música entre eles dois (esses lindos, podiam casar ), afinal, so sweet, so swee-ee-eet, yum~

No mais, um feliz restante de natal para vocês e aproveitem as sobras, hein? HAHA

Especial post — Sobre achados e lembranças;



Enquanto arrumava alguns livros na bagunça do quartinho da minha casa, encontrei uma pequena fotografia em preto e branco, desgastada com o tempo. Uma garotinha de vestido curto, com a calcinha folgada a mostra e grossas perninhas de fora; de cabelos curtos e meias até os joelhos, tinha olhos de choro e cabelos curtos. No verso, uma pequena dedicatória com falhas na pontuação e erros ortográficos, demonstravam o pouco estudo da pessoa que o havia feito. 


“Alicia” é a minha mãe, que na verdade se chama Alice. A letra, é do meu avô. José André de Menezes Neto faleceu em 28 de Abril de 1986, quando a minha mãe ainda tinha catorze anos, o que significa que eu não cheguei a conhece-lo. Sempre ouvi histórias sobre ele, como não tinha tanta autoridade sobre os filhos e mandava a esposa bater nos mesmos; “Deixe até a sua mãe saber disso”; As peripécias entre ele e “o alice de pai”, como chama a minha mãe; As grosserias de quando estava bêbado, como a bebida o levou a morte pouco depois dos quarenta anos.
A presença masculina “idosa” sempre me faltou, já que meus dois avôs morreram antes de eu nascer. Todo o contato que tive com ambos, fora por meio de conversas dos outros e fotografias. Encontrar essa dedicatória foi como se ele tivesse me entregado a foto como lembrança. Foi como se, estivéssemos ambos, encarando a foto da minha mãe e ele me contasse do ela aprontara naquela idade e risse; fizesse alguma brincadeira sobre as grossas perninhas e depois lamentasse, sentindo saudades daquela época.