5tracks: Músicas para escrever - Playlist4

É oficial: O inverno chegou!
E com ele, roupas de mangas longas, casacos, cardigãs e botas saem do armário e do cheiro de mofo, deixando tudo ainda mais lindo porque né, frio é frio! Eu e minha saúde frágil já recebemos visitinhas da gripe, mas nada que inúmeros comprimidos, xaropes e a manhã inteira na cama não resolvam! E com isso, o Just Running Away traz uma playlist especial com as "músicas de inverno" para ajudar a escrever nessa estação linda que a maioria (ou quase todos?) adora! 




  5) The Call – Regina Spektor
Trilha sonora de As Crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian, essa música sempre me dá um ar de nostalgia (+ melancolia), uma coisa linda. Mesmo que o inverno rigoroso tenha sido retratado no filme anterior, essa música ainda me dá essa sensação. Sei lá, não sei explicar, mas se encaixa bem para leitura de fics com neve. Geralmente, dá pra ser usada no início ou final da história, já que a letra ao mesmo tempo que retratada começo, retrata fim.

         4) Timeless – JungAh and Raina (After School)
Time do to another~ O primeiro dueto da dupla, feito em 2012 para o álbum Flashback. Foi lançada em Junho e talvez seja essa a razão para ter cara de “música de frio” pra mim. Essa música serve para aquelas cenas de “meio-termo”, geralmente quando o personagem caminha tranquilamente (de cachecol e gorrinho ) pensativo sobre os acontecimentos que rodeiam sua vida e/ou receoso do que está para acontecer. Visto de outro ângulo, pode ser usada em cenas de amizade, por mais que a letra não tenha nada a ver com a situação. (Isso se deve ao fato do contexto da música que me foi inserido, flw Helena)
   
         3) Ready me mind – The Wanted
Segunda vez do The Wanted aqui, culpem Daniel por isso. O toque dessa música é simplesmente, meu Deus! A cara dela é a cara do inverno. Daquele vento gostoso da noite, no meio do nada. (Devaneio todo no caminho de volta pra casa, ê busão). Eu usaria em cenas pós-briga entre os personagens. Ambos feridos, mas orgulhosos o suficiente para procurarem um ao outro. Logo, os dois preocupados e “emburrados” em seus devidos apartamentos.

         2) I Wouldn’t Mind – He Is We
Outra que eu vivo devaneando no ônibus.  He Is We são uns lindos com essas músicas que me dão vontade de dançar no meio da sala sozinha. Dá pra ser usada na mesma situação da 3, quando personagens estão magoadinhos uns com os outros e são covardes o suficiente para continuarem na fossa ao invés de se procurarem e resolverem a situação.
        
1)    Let Her Go – Passenger
Essa música foi um tapa na minha cara porque a Helena estava ouvindo e me mandou dizendo ser uma música muito “emo”. Ouvi, zuei a coitada e agora estou aqui, ouvindo toda hora e até indicando pra vocês. Dá pra ser usada naquelas situações sem volta (até porque, olha o nome). Quando a merda  já foi feita pelo personagem e agora não tem mais como voltar atrás e ele está ali, no frio, na chuva, na fossa e sem ninguém. 

Review: Raina and San-E Project Single;

Boa noite, meus jovens!
Quem estava acompanhando os jogos da copa, assim como eu, deve estar levemente decepcionado com o jogo do Brasil vs México e surpreso com Rússia vs Coreia do Sul. Não é que os oppars conseguiram um gol? E o Brasil aí, ficando no zero a zero, tsc. Mas, não foi pra falar de jogos que eu vim, mas sim, sobre música!

Inspirações súbitas e textos avulsos;

Enquanto a maioria não consegue segurar os feelings por conta da abertura da copa, eu estou aqui na tranquilidade das minhas quase-férias, aproveitando do tempo frio que simplesmente surgiu na cidade hoje. Mas então, sou só eu ou vocês daqui do grupinho da escrita já tiveram aquela inspiração súbita e escreveram uma cena completamente aleatória e que adorou no final? Pois bem, passei por isso essa semana! Ouvia He Is We na paz de um fim de domingo e quando me dei conta, já tinham dois parágrafos prontos. Por mais que estivesse doida pra postar, mas tinha vindo aqui no sábado, então guardei mesmo. Mas chega dessa conversa, apreciem:

Dancing;
         A sala estava completamente vazia. Os móveis afastados deixavam o lugar ainda mais espaçoso para que pudesse fazer o que quiser. A música era leve, os toques delicados adentravam seus ouvidos fazendo-a sorrir largo e fechar os olhos. Tão delicados quanto eram os seus pés, tocando o chão de forma suave, deslizando com uma facilidade enorme. Parecia voar. Abriu os braços e se permitiu girar. Devagar, os pés se moveram de forma contínua, risadas altas ecoaram de seus lábios. Estava feliz e nem sabia porquê. Aquela música tinha esse tipo de poder sobre ela. Não importava o quão ruim havia sido o seu dia, a canção sempre conseguia lhe arrancar um sorriso, mesmo que pequeno, do rosto.
O giro parou e após uma última risada, abriu os olhos e se deparou com um olhar curioso e encantado sobre si. Do outro lado, na calçada, um rapaz estava parado observando a cena inusitada da garota dançando aos risos na sala de sua casa. Caminhava apressado para alguma coisa, mas se viu na obrigação de parar. Ela parecia tão feliz, tinha um sorriso adorável que o fez ficar ali feito bobo, olhando-a girar feito uma criança. Já ela, nem fazia ideia de que deixara a janela aberta, mas também não se sentiu envergonhada com a situação, apenas o encarou e sorriu. Ele se assustou ao ser notado e desviou o olhar para o chão, mas logo o ergueu, tendo o belo sorriso direcionado para si. Não teve outra reação a não ser sorrir de volta.
A garota então voltou ao que fazia, não se importando se ele continuaria observando ou não. O rapaz acordou e se lembrou do que precisava fazer, saindo as pressas até o seu destino, mas sem antes sorrir para ela uma última vez, mesmo que a moça não estivesse olhando. Passaria ali uma outra hora e perguntaria seu nome. Por enquanto, o belo sorriso que recebera já valera a bronca que receberia assim que chegasse em seu destino. 

Sete de Junho!

Aquele sábado maravilhoso pós-estresses da faculdade e pré-estresses da faculdade que a gente joga tudo pra cima e fica em casa tomando milkshake  e assistindo seriado como se NÃO tivesse mil coisas pra fazer na segunda. MAS QUEM SE IMPORTA, é fim de semana.
Na data de hoje, há 175 anos atrás, nascia um dos maiores personagens da história sergipana e porque não brasileira, o ilustre Tobias Barreto de Menezes. No trabalho, me foi solicitado fazer uma matéria simples, um tipo de biografia sobre a vida do pensador e eu fiquei surpresa com a quantidade de coisas sobre ele que eu NÃO sabia. Moro na cidade que recebeu o seu nome e tudo que eu sabia era por conta de uma musiquinha que se cantava no fundamental: "Foi poeta e escritor, jornalista, deputado e na vida foi doutor". Então, visando o quão surpresa e interessada no assunto eu fiquei, resolvi trazer o texto pra cá pra vocês conferirem o "cara" que ele foi. 

Tobias Barreto de Menezes: 175 Primaveras de um dos pensadores mais importantes da história sergipana.

 Fruto de um amor proibido entre Pedro Barreto de Menezes e D. Emerenciana Maria de Jesus, Tobias nasceu em um quarto estreito e humilde, já que Raimunda de Sá ao descobrir o envolvimento de sua filha com um homem casado a enclausurou em casa. Era uma sexta-feira chuvosa, 7 de junho de 1839. Uma data que ficaria marcada para todos os tobienses e sergipanos. 
  Desde cedo já demonstrava brilhante inteligência. Sua mãe lhes ensinou as primeiras palavras e logo em seguida fora matriculado na escola particular de Manoel Joaquim de Oliveira Campos, mestre que depois se mostraria muito apegado ao pequeno Tobias. Aos doze anos segue para a cidade de Estância, iniciando seus estudos em Latim. Aos dezessete, presta concurso para assumir a cadeira de Latim em Itabaiana e é aprovado com mérito, impressionando o coronel José Xavier Garcia de Almeida, presidente da banca organizadora. No ano seguinte, começa a lecionar. Nessa mesma cidade, alarga seus conhecimentos e surgem os primeiros versos, era o início de sua vida poética. 
  Muitos amores e desilusões serviram de inspiração para seus versos. Em 1862, parte para capital Pernambucana onde presta concursos, mas não recebe aprovação. Passa a lecionar Latim, Francês, História, Filosofia, Retórica e Matemática elementares, dedicando-se a faculdade e ao Jornalismo. Esquece os amores sergipanos, mas é recebido com indiferença pela sua amada. D. Grata Mafalda Felix dos Santos, filha do coronel e senhor de engenho João Felix do Santos, foi a única a segurar o poeta e leva-lo para o altar. Tobias formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais. Em 1871, transfere-se para Escada, ainda em Pernambuco, onde viveu dez anos. Apenas em 1881 retornou a Recife, foi eleito deputado, fundou nove jornais, sendo um deles em idioma alemão. Adoentado, é levado para a casa do sergipano Dr. Ovídio Alves Manaia. Escreve para Sílvio Romero, seu melhor amigo que se encontrava no Rio de Janeiro. Conta-lhes que seu fim está próximo. “Tudo tem sua lógica, até a morte” reclama ao vencer a falta de ar. 
  Às 22 horas e 16 minutos do dia 26 de junho de 1889, sussurra em um pedido quase inaudível: “Sentem-me. Quero morrer como um soldado prussiano.” E com a cabeça recostada ao braço do dr. Luís Ferreira Nascimento, exala seu último suspiro. Com apenas 50 anos de idade deixa esposa, nove filhos e um legado. Era o fim de um dos maiores pensadores brasileiros. Como cita Elias Felipe Neto em seu livro, Tobias Barreto, Minha Terra: “Assim, perde o Brasil um dos mais ilustres filhos, morrendo na mais pura pobreza de um ser”. 


Disponível também em: http://www.portaltobiense.com/2014/05/tobias-barreto-de-menezes-175.html