#VLOG: Indicação — 1808; Laurentino Gomes

Já chego pedindo desculpas pelo atraso no vídeo pra ver se assim vocês me matam menos. Mas pra compensar trago uma indicação, a primeira indicação de livro do canal e não é qualquer livro não, hein?! 1808 é um dos mais aclamados livros-documentários quando se fala sobre a história do Brasil. Um livro esplêndido, rico em informações e detalhes, 365 páginas de uma história que não nos foi contada na escola. 

Espero que vocês gostem — da indicação e do livro — e peço desculpas se falei demais ou de menos, estava preocupada em sair do ar mais sério que o vídeo pedia e... pois é. No mais, os pedidos de sempre: se inscreva, divulgue, compartilhe com os amigos e leia 1808 que o livro é MARAVILHOSO! 


Aliás, sinta-se a vontade para sugerir livros para serem indicados, vou amar suas sugestões! :D

[COLABORAÇÃO] O novo mal do século;


Na literatura, por se tratar de ultrarromânticos, a segunda geração do romantismo também é definida como geração mal do século. Partindo disso me perguntei: nesse contexto, qual seria o "atual mal do século"? Posso estar errado, mas, na minha opinião, seria essa atual geração tão marcada pelo desamor. E o que seria isso?! Chame do que quiser: inexistência de amor, pobreza de sentimento, ou o tão conhecido desapego... 

         Ao meu ver, pior que amar demais é amar de menos. Sinceramente, não entendo como as pessoas conseguem se apegar tanto a relações superficiais e desapegar tanto de algo quando surge a primeira ameaça desse algo se tornar profundo. Costumo chamar isso de apego ao desapego, ou o inverso. O fato é: qual o mal em se apegar? Ao meu ver, o mal está mais ligado a como você lida com esse apego, do que a ele em si. As pessoas confundem apego com dependência e isso faz com que, cada vez mais, se apegar seja visto como algo ruim. O erro não é se apegar, o erro é fazer disso uma forma de dependência.

         Mal sabem essas pessoas o quanto faz bem achar alguém para se apegar. Como um click, aquela boca parece ser a mais gostosa, aquele abraço parece ser seu Porto; o peito enche de sentimentos bons; os sorrisos são mais sinceros; e até a saudade, quando é daquela pessoa, se torna algo diferente; Ah, os gestos mais simples de repente ganham um sentido a mais. Sim, A MAIS. Uma 'amiga' minha comentou que precisamos ser completos por nós mesmos, para quando achar alguém, essa pessoa nos transborde e não que venha para nos completar.
 
         Hoje, as pessoas pensam muito no que pode acontecer. Não vejo nada demais nisso, mas por que a maioria insiste em pensar apenas no pior? Sem querer ser utópico, mas prefiro sempre achar que tudo PODE e VAI dar certo. Já dizia F. Pessoa: “Tudo vale a pena quando a alma não é pequena.”  Não é que eu não tenha medo. Gosto sim de me entregar, pular de cabeça (as vezes literalmente), contudo, assim como todos, odeio a vulnerabilidade que isso traz. Mas não é isso que fará com que eu deixe de me entregar. Entrego-me  à mensagens, me entrego a sorrisos... 

         Pode parecer meio "é melhor chorar por amor do que nunca ter amado...", mas desde quando amar é ter a certeza de sofrimento e choro? (Não responda que é desde Pablo, por favor. Caso a parte!) Parece até que se apaixonar é algo que só pode ocorrer em um dos lados, que essa paixão não pode ser recíproca. Por essa razão muita gente deixa de viver felicidades por medo de serem infelizes, e se satisfazem com um meio-termo que não é nada além disso: um meio-termo.

As vezes basta ter a coragem de acreditar que vai ser diferente e que irá funcionar. Não reprimir sentimentos, pois eles são contagiantes e talvez é isso que aquela pessoa esteja esperando de você para poder se abrir também. 

Não se apegue ao desapego.
 Ignorando gênero, você pode acreditar que o sapo está apenas agindo como um príncipe, mas cuidado, as vezes ele é realmente um príncipe e quem tá transformando ele em sapo é você...
Escrito por: Ewerton Alves.

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Ewerton, 20 anos. Vestibulando e acadêmico de Enfermagem. para a mãe, um safado (do bem), para a irmã, um insuportável. Livre de preconceitos, gosto musical que vai do arrocha ao indie sem problemas. Fã de cinema e abraços, sempre armado de sorrisos e piadas sem graça. Um preto pequeno de mente gigante... então, quem sou ou serei pra você?

Inspirações súbitas ― The smile;


Já se passava das nove da noite e tudo o que ela queria era deitar-se na sua cama e só levantar no mês seguinte. Sabia que a vida de assessora empresarial não era a das mais calmas, mas o mês de agosto parecia o mais propenso a eventos e, consequentemente, a mais cansaço. Os sapatos de salto fino pareciam já fazer parte do seu corpo e as dores nos pés eram ignoradas com cada vez mais frequência. O último arquivo foi salvo, o computador desligado, um suspiro aliviado saiu dos lábios e ela finalmente se levantou, rumando a saída daquele prédio. Era sempre a primeira a chegar e a última a sair, mas no fim das contas, ela amava aquele trabalho. Os passos eram rápidos, o elevador foi o seu destino. Já dentro, as mãos procuraram freneticamente pelo aparelho celular dentro da bolsa. Ao achá-lo, um número já conhecido foi discado. 

Chamou até cair. 

"Droga! Você tinha que deixar esse celular no silencioso", pensou ela. 

Diante do horário já ultrapassado, dispensaria a carona do namorado e procuraria por um táxi, afinal, ele também tinha seus afazeres e a empresa a qual trabalhava não era a das mais folgadas, também. Chegou ao térreo e os passos já rumavam a saída do lugar, quando notou um ser extremamente conhecido, sentado no banco da recepção e sendo vigiado pelo segurança. Uma risada baixa lhe escapou dos finos lábios e tentou fazer o mínimo de barulho possível para chegar até ele. 

 Encostado ao estofado do banco, de pernas estiradas e braços cruzados, seu namorado dormia ao esperá-la. Tão sereno como uma criança após um longo dia de brincadeiras no parque. Ela encarou o segurança e pediu desculpas em tom baixo, recebendo um menear que dizia "sem problemas". Sentou-se ao lado do homem de roupas sociais que cochilava e repousou ambas as mãos em seus braços, tocando-lhe cuidadosamente. 

 - Psiu! - o tom era baixo, a risada que lhe escapara logo em seguida também fora. 

Ele se remexeu levemente e fez uma reclamação, arrancando mais risos da outra. A mão esquerda feminina foi de encontro ao rosto do outro e leves tapinhas foram dados ali. Os olhos dele se abriram devagar, como se não quisessem fazer aquilo e ao se depararem com a imagem dela, perceberam que era o certo a se fazer. 

- Bom dia! - disse ele, suspirando uma vez e se aproximando dela, repousando o rosto na curva do pescoço feminino. - Só mais cinco minutos. 

 - Se você resolver ficar só mais um, o segurança te expulsa daqui. - Apesar da frase em si, o tom fora divertido, fazendo-o rir. 

 - Se eu não precisar levantar daqui pra isso, acho que vou esperar ser expulso. - E as mãos passaram pela cintura fina da outra, trazendo o corpo alheio para mais perto de si e aproveitando do contato por curtos segundos. Em seguida, levantou em súbito, trazendo a mulher consigo, já que ainda a segurava pela cintura. 

Aos risos, ambos saíram do prédio rumando o carro dele. Ela fazendo brincadeiras sobre o cochilo inesperado, ele avisando que se vingaria. Já no carro, ao se sentar e afivelar o cinto, sentiu um olhar pairando sobre si. O rosto virou para ele e a interrogação na sua mente desaparecera no momento que o sorriso do outro fez parte do seu campo de visão. 

No fim das contas, qualquer dia exaustivo valeria a pena se continuasse a ter aquele sorriso ao fim do dia.

#VLOG ― O que vivi em São Paulo;

Apesar de ser segunda-feira, estou numa eletricidade que meu Deus, alguém me dá um dramin. 
Como prometido, o vídeo dessa semana está prontinho e fresquinho para vocês, contando um pouco mais da viagem além do Anime Friends e dos museus que visitei, como falei nas postagens passadas. Ignorem a minha cara de derrota e aproveitem um pouco desse divertido relato sobre frio, pavê, crushs, avenida paulista e amigos virtuais. Aguardo vocês no próximo vídeo que já tratei uma indicação de livro, fiquem ligados que tem livro de autor brasileiro vindo por aí. 


No mais, o velho pedido para se inscrevem no canal, seguir as redes sociais e divulgar para os amigos. :D A Thi fica muito agradecida e promete um abraço em cada um de vocês, seus maravilhosos.

O que vivi em São Paulo;

Alô alô graças a Deus.
Já comecei o canal com um pequeno atraso na edição no próximo vídeo, mil perdões por isso, mas enquanto esse vídeo não sai, trarei nesse post maravilhoso um pouco do que vivi na cidade maravilhosa do frio, Starbucks, dos amigos virtuais e dos metrôs lotados. Na semana que vem postarei um vídeo com algumas das experiências engraçadas que passei por lá, então este post terá um lado mais sério da viagem, com fotos dos lindos museus que visitei por lá. 

A última semana de viagem foi a mais badalada, por assim dizer. O meu amigo Pedro, de Teresina - Piauí, passou quatro dias na casa da minha mãe e decidimos sair com a cara, a coragem e o GPS pela cidade de São Paulo e conhecer o lado cultural que a grande metrópole tinha a nos mostrar. Logo na terça-feira, visitamos o bairro da Liberdade (que eu já tinha ido várias vezes), o Palácio da Justiça, a Catedral da Sé, o Museu da Língua Portuguesa e a Pinacoteca. Logo de cara foi o mais cansativo pra gente, porém um dos mais proveitosos da minha viagem inteira. O Museu da Língua Portuguesa é totalmente interativo, até deixei uns versinhos em um dos livros de lá. 
Na Pinacoteca, encontramos esculturas e pinturas das mais diversas, sejam de artistas brasileiros ou não. E, mesmo morrendo de medo de estátuas (me julguem forte), a visita foi ótima. Pude encontrar várias pinturas da família real portuguesa que se instalou logo após a chegada de D. João VI em solo brasileiro. E pra quem estava lendo 1808 de Laurentino Gomes, eu quase pedi pra sentar e morar ali dentro.
Museu da Língua Portuguesa que inicialmente se tratava de uma estação de trem.

Na quarta, fomos ao Museu de Arte Contemporânea da USP, o MAC, ao Parque Ibirapuera e o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, o MASP. Imaginem vocês, uma aluna de Jornalismo que se apaixonou pela disciplina de Fotografia, encontrar trabalhos de Roger Ballen e sua profundidade sem igual. Quis sentar no chão e admirar pelo resto da vida. Além disso, trabalhos em esculturas, relíquias, pinturas e arquivos faziam parte do acervo do MAC USP. 

Algumas das fotografias de Roger Ballen.  
PARA TUDO E OLHA O TAMANHO DESSE GATO! E ele ronronava, gente, que amor. HAHA 
No MASP, tivemos arte francesa, italiana e o ensaio "Histórias da Loucura: Desenhos do Juquery", desenhos feitos por internos do Hospital Psiquiátrico do Juquery, localizado em Franco da Rocha, São Paulo. As obras eram parte da coleção do Dr. Osório César (1895-1979), fundador e diretor da Escola Livre de Artes Plásticas, que funcionou no hospital entre 1956 e meados da década de 1970.¹ Mas não pude fotografar nada porque fui traída pelo meu celular que descarregou logo depois que saímos do Ibirapuera. :( 

E em uma tentativa de me redimir, olha essa visita maravilhosa.
 Mesmo sendo a minha terceira vez em São Paulo, nunca deu certo para que eu visitasse esses museus, então FINALMENTE deu certo e fico feliz de trazer um pouco dessa experiência para vocês. E tem vídeo novo saindo, na verdade, dois! Fiquem ligados que logo trago mais novidades. 

¹: http://masp.art.br/masp2010/exposicoes_integra.php?id=200&periodo_menu=