Poesia de sábado — Encontro casual;


ENCONTRO CASUAL


Foi apenas um encontro casual, mas causou grandes mudanças em minha vida.
Não ficamos, mas você nunca saiu de mim,
Sempre me encontro
procurando um jeito de novamente te encontrar.
Não sei seu nome; não tenho seu contato, como ir ao seu encontro?
Dizem que um raio não cai duas vezes em um mesmo lugar, mas o que tem a vez? Não me interessa, não procuro raio, eu só procuro você.
Seus olhos, sempre encontro perdidos no meu olhar, seus labios, sinto-os colados aos meus, até que percebo-me só.
Olhando pela janela, vejo você vindo ao meu encontro pelo jardim, longo jardim, que você se perde e já não te vejo mais.
Volto a cama e meu corpo finalmente se encontra com o seu, por longas horas nos amamos, eu nem acredito, até os raios de Sol penetrarem o vidro da janela e perceber entre os meus braços…
Um travesseiro.
Vou te encontrar…
Levantar-me-ei deste leito de sonhos e irei ao teu encontro.
Onde te encontrar?
Onde te encontrei!
Onde te encontro cada instante, cada momento.
Nos sonhos, na lembrança, no desejo, no pensamento.
Voltarei ao mesmo lugar que te encontrei,quem sabe você esteja lá tentando me encontrar….


                                            Escrito por: Rogério Santos

                                                20.02.2016

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Rogério Santos, entre 40 e 50 anos, mas num sou velho não, viu?! Representante comercial, radialista, escritor quando dá certo e pai da dona desse blog! Já fui poeta um tempo, mas o tempo agora é outro que me falta. Ah, tempo danado!

#TAG ― Doenças Literárias;

Olá, meus queridos!
As aulas começaram, veio o feriado e com ele a dor de perder alguém próximo e que fez parte das nossas vidas. O luto é uma coisa complexa, quando estamos crentes que tudo está prestes a se tornar lembranças de alguém que amamos, a dor volta, o vazio se faz maior e como uma avalanche, parece que acontece tudo mais uma vez.

Mas a vida continua, talvez seja essa a pior parte.

         Para o dia de hoje eu trouxe mais uma tag literária! Não fui necessariamente indicada, eu estava passeando pelo instagram do blog e vi algumas pessoas respondendo e pensei “por que não?” e cá estou com ela para vocês. A tag se chama Doenças Literárias e eu não sei quem a criou, mas basta procurar pela tag #doençasliterarias no instagram e ver as respostas do pessoal.

         Vamos lá?

Diabetes – um livro doce:
Foto autoral

Com toda a certeza do mundo, Pollyanna, de Eleanor H. Porter! (Pergunto-me se vou parar de falar desse livro algum dia). É puro amor em suas 183 páginas, Pollyanna e seus poucos onze anos de vida é exemplo para todos ao seu redor. A forma inocente e alegre que a pequena espalha seu “jogo do contente” muda vidas, alegra corações e transforma uma cidade. Pollyanna foi a leitura mais doce que já me aconteceu! 

Catapora – um livro que leu para nunca mais ler:
Vish, difícil! Mas vou ficar uma leitura que fiz esse ano, Cai o Pano de Agatha Christie. Achei o enredo bastante confuso, longo demais e maçante. Apesar de ser o reencontro de dois amigos que tinham sido relatados em um livro anterior, os enredos não se complementam de forma fundamental, podendo fazer a leitura sem a necessidade de ler o anterior. Foi uma daquelas leituras “obrigatórias” apenas para não deixar inacabado.

Amnésia – um livro que leu e não lembra:
O Cavalo e seu menino de C. S. Lewis. O livro é uma “quebra” dentro das narrativas dos Irmãos Pevensie, se passando em Nárnia, mas sem nenhuma ligação com os Reis e Rainhas narnianos. Li com pressa para chegar logo ao livro seguinte e acabei não absorvendo nada de útil, pois é.

Asma – te tirou o fôlego:
Foto autoral
O Pianista de Wladyslaw Szpilman. Esse livro, esse filme, pelo amor de Deus! Ainda não ouvi nenhum comentário negativo sobre, mas me pergunto se existe alguém no mundo que NÃO gosto do livro/filme e qual o problema da mesma. Porque sinceramente! Costumo brincar com amiga Elô que depois de toda a odisseia vivida por Wlady, ele tinha como obrigação morrer de velhice. O pianista sobrevive a todos os tipos de situações possíveis dentro de um cenário de guerra e as narra de maneira extraordinária! A cada página era um choro, um aperto no peito, um grito preso na garganta. Sem dúvida, o melhor relato de guerra que já li até hoje.

Má nutrição – esqueceu até de comer:
Foto: mharena.com
Todos os de Desventuras Em Série por motivos óbvios. Mas sério, chegava a ser engraçado porque eu ficava tão vidrada que meus pais chegavam a me chamar infinitas vezes e eu nem notar. Situação cômica: Desventuras é recheada de mistérios e incêndios. Certa vez minha mãe deixou um arroz no fogo e foi no supermercado comprar alguma coisa, me avisou do arroz e eu esqueci. Estava lendo a descrição sobre um dos incêndios e do nada sobre aquele cheiro de queimado no quarto, e eu “Ou a minha imaginação está superando limites ou tem algo queimando na vizinha [...] JESUS AMADO, O ARROZ”. HAHA

Doença de viagem – navegue na lágrima:
(fotos já postadas acima)

Eu sou chorona. Então é difícil eu não ter chorado em algum livro/filme. Como já citado, eu chorei horrores lendo O Pianista, principalmente pela forma como o autor narrava as atrocidades feitas pelos soldados nazistas. Também chorei com o sumiço dos gêmeos em Desventuras Em Série, afinal, tinha um ship envolvido e foi bastante doloroso.

E aí, o que acharam? Sintam-se taggeados e, caso desejem, comentem aí os seus livros da tag "Doenças literárias". 

Poesia de sábado — Quem é o homem?

QUEM É O HOMEM?


Para a escola: um aluno
Para a livraria: um leitor
Para a emissora de rádio: um ouvinte
Para a TV: um telespectador.

Para os patrões: um empregado
Para as empresas: um cliente
Para o Detran: um motorista
Para o médico: um paciente.

Para a polícia: um indivíduo, um elemento
Para o exército: um soldado
Para a guerra: um Civil ou Militar.

Para as instituições: um membro
Para a política: um eleitor
Para a previdência: um contribuinte
Para o país: um cidadão.

Para a justiça: um réu
Para a lei humana: um agressor
Para o júri: culpado ou inocente
Para a lei Divina: um pecador.

Para o IBGE: números
Para testes científicos: cobaia
Para o IML: um corpo
Para a funerária: falecido.

Para o vício: um incapaz
Para alguns: um perdido
Para o mundo: mais um ser
Para o Diabo: um derrotado.

Para Darwin: descendente do macaco
Para o Big Bang: fruto d’uma explosão
Para Deus...
Sua imagem e semelhança
Obra de suas próprias mãos
O filho pródigo...

A coroa da Criação.

  Escrito por: Rogério Santos
                           
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Rogério Santos, entre 40 e 50 anos, mas num sou velho não, viu?! Representante comercial, radialista, escritor quando dá certo e pai da dona desse blog! Já fui poeta um tempo, mas o tempo agora é outro que me falta. Ah, tempo danado!

[COLABORAÇÃO] Seus...




Ela gosta dele
Ele gosta dela
Mas quem foi que disse
Que o amor é tão simples assim

A vida prega prendas
Em corações frágeis
Marcados por outras feridas
Outras... marteladas

Mesmo com vários retoques
Não se apagam todos os rabiscos, dos erros

Mas vai entender um ser que gosta de sofrer
Sofrer para um dia viver por esse amor
Que seja com esse amor

Com todo mundo é assim
Não há como escapar
A vida gosta de arquitetar
Histórias de amor

A gente briga sem pensar
A gente chora por gostar
E quando tá um longe do outro
Morre por amar

Ele sente...a falta...do abraço
Do cheiro, dos olhos, sorrindo

Ela, da calma... no peito... O ar efeito
Vendo, teus lábios aqui, colado aos seus

Escrito por: Jhônatas Santos.

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Jhônatas é um jovem rapaz intenso, tanto em seu lado sensível, quanto em sua euforia. Um tanto tímido, mas também extrovertido. Apaixonado por música, esportes e tecnologia. Busca a vida no jornalismo, se aventura em instrumentos de corda e tenta viver nas histórias de enquanto respira.

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Poesia de sábado — Não tenha medo;


NÃO TENHA MEDO!


Não tenha medo do amanhã, por causa do ontem,
Não tenha medo de seguir em frente, mesmo sabendo que poderão te fazer parar ou você não consiga mais voltar.
Não tenha medo de tentar, pelo simples fato de que poderá errar.
Não tenha medo de lutar, só porque a derrota pode está te aguardando no caminho.
Não tenha medo do sucesso, só porque o fracasso está sempre por perto.
Não tenha medo de recomeçar, ainda que tudo tenha dado errado.
Não tenha medo de dizer “sim” ainda que todos os demais digam “não”
Não tenha medo de discordar, mesmo quando todos estejam contra você.
Não tenha medo de acreditar, ainda que os demais tenham a reação de Tomé.
Não  tenha medo de elogiar achando que o outro poderá se ensoberbecer.
Não tenha medo de fazer críticas construtivas, julgando que poderá desmotivar alguém.
Não tenha medo de sorrir, só porque  a tristeza pode te pegar de surpresa.
Não tenha medo de chorar, se você sempre sorriu.
Não tenha medo de ficar, ainda  que todos tenham decido ir.
Não tenha medo de buscar a saúde, só pelo fato que a doença é iminente.
Não tenha medo de viver só porque a morte é inevitável.
Não tenha medo de sonhar, pensando que pode acordar a qualquer momento.
Não tenha medo de amar pelo desprazer de ter se decepcionado no amor.
Não tenha medo de ter coragem, pelo fato de ver o medo presente em tudo;
Não tenha medo de ter medo,
Tenha medo que o medo não te deixe amar, não te deixe sonhar, não te deixe viver.

                              Escrito por: Rogério Santos
                                  05.02.2016

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Rogério Santos, entre 40 e 50 anos, mas num sou velho não, viu?! Representante comercial, radialista, escritor quando dá certo e pai da dona desse blog! Já fui poeta um tempo, mas o tempo agora é outro que me falta. Ah, tempo danado!