Poesia de sábado — Poesia da noite;

POESIA DA NOITE


Canto a minha tristeza,
Minha saudade;
Minha alegria,
Canto sem música,
Sem ritmo...
Canto a minha poesia.

Meu microfone, a caneta;
Meu auditório, o papel,
O silêncio... a noite vazia;
Desligo a TV, que não me ouve;
não me aplaude,
mas rouba minha inspiração.

Quero ouvir o silêncio;
Sentir a serenidade noturna,
Quando escuto distante o tic tac do relógio,
Marcando 23 horas... já é sábado?
Abro a porta...
as estrelas dizem que ainda é noite.

Todos dormem...
Não! Não estou sozinho.
Deus não dorme... e está comigo.
Por isso eu canto, escrevo;
Vivo! Existo: Razão do meu viver!

Aguardo a nave dos sonhos,
Que me conduzirá até o amanhã.
Cantando a minha poesia...
Embarco... adormeço...

E o amanhã?

 Escrito por: Rogério Santos
                             11.03.1992

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Rogério Santos, entre 40 e 50 anos, mas num sou velho não, viu?! Representante comercial, radialista, escritor quando dá certo e pai da dona desse blog! Já fui poeta um tempo, mas o tempo agora é outro que me falta. Ah, tempo danado!

Poesia de sábado — Por que me censuras?


POR QUE ME CENSURAS?


Se contemplo tua beleza, me censuras;
Se não te olho, finjo não te ver, me censuras.
Se aprecio teu jeito afável de ser, me censuras;
Se não te ligo, não observo você, me censuras.
Se te acho educada, delicada, me censuras; Se não me comovo com suas gentilezas, me censuras.
Se digo que teu olhar me fascina, me censuras; Se demonstro não ser atraído por você, me censuras.
Se aperto tua mão, me censuras; Se não te cumprimento, me censuras.
Se te paquero, tento te conquistar, me censuras; Se não te ligo, não me aproximo, me censuras.
Se te falo dos meus sentimentos, me censuras; Se fico em silêncio sobre o assunto, me censuras.
Se me ver com alguém, me censuras;
Se quero está contigo, me censuras.
Se quero apenas sua amizade, me censuras.
Não sei por que me censuras!
Não te censuro por nada,
Nem por  me censurar por tudo.

                          Escrito por: Rogério Santos
                             25.08.1991

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Rogério Santos, entre 40 e 50 anos, mas num sou velho não, viu?! Representante comercial, radialista, escritor quando dá certo e pai da dona desse blog! Já fui poeta um tempo, mas o tempo agora é outro que me falta. Ah, tempo danado!

Indicação #6 — 'Um Perfeito Cavalheiro' Julia Quinn;

Título: Um Perfeito Cavalheiro
Autora: Julia Quinn
Tradução: Cássia Zanon
Páginas: 292 páginas
Editora: Arqueiro
Sophie sempre quis ir a um evento da sociedade londrina. Mas esse parece um sonho impossível. Apesar de ser filha de um conde, ela é fruto de uma relação ilegítima e foi relegada ao papel de criada pela madrasta assim que o pai morreu. Uma noite, porém, ela consegue entrar às escondidas no aguardado baile de máscaras de Lady Bridgerton. Lá, conhece o charmoso Benedict, filho da anfitriã, e se sente parte da realeza. No mesmo instante, uma faísca se acende entre eles. Infelizmente, o encantamento tem hora pra acabar. À meia-noite, Sophie tem que sair correndo da festa e não revela sua identidade a Benedict. No dia seguinte, enquanto ele procura por sua dama misteriosa por toda a cidade, Sophie é expulsa de casa pela madrasta e precisa deixar Londres. O destino faz com que os dois só se reencontrem três anos depois. Benedict a salva das garras de um bêbado violento, mas, para decepção de Sophie, não a reconhece nos trajes de criada. No entanto, logo se apaixona por ela de novo. Como é inaceitável que um homem de sua posição se case com uma serviçal, ele lhe propõe que seja sua amante, o que para Sophie é inconcebível. Agora, os dois precisarão lutar contra o que sentem um pelo outro ou reconsiderar as próprias crenças para terem a chance de viver um amor de conto de fadas. 

 Antes mesmo de adquirir o livro, eu já sabia que Benedict seria o meu Bridgerton preferido.

O segundo filho da família Bridgerton pouco aparece - se comparado a Colin, por exemplo - nos livros anteriores. Sendo assim, sua personalidade era uma incógnita pra mim. Enquanto lia "O Visconde que me amava", desrespeitei as regras e fui conferir o prólogo de "Um Perfeito Cavalheiro" antes de terminar o livro.

E foi aí que eu me apaixonei.



Desde as primeiras páginas do livro, podemos perceber e nos identificar com Benedict Bridgerton. Ser o "número dois" sempre foi bastante difícil para Benedict, ainda mais tendo irmãos tão peculiares como Anthony, o mais velho, e Colin... bem, era o Colin, afinal. Isso bastava. Benedict se destacava por ser o mais alto. E, ao que parecia, era a única coisa de relevante nele (aos olhos dos outros).

Do outro lado da trama, nós temos Sophie. 

Sua chegada ao mundo não foi lá das mais felizes, visto que foi fruto de um relacionamento ilegítimo. Apesar disso, seu pai, um Conde, ao descobrir a existência de Sophie, passa a criá-la como sua pupila, dando-lhes sempre o melhor que puder oferecer. Porém, ao casar-se com Araminta  a esposa, e uma de suas duas filhas, passam a tratar a menina de forma rude. E tudo isso piora com a morte do Conde. 

Mas o destino lhes reservou uma noite. Uma única noite no baile de máscaras da família Bridgerton. Ali, ela tinha o direito de sonhar e fazer parte da tão desejada e badalada sociedade londrina. Ali, ela poderia ser quem quisesse. Como de fato foi.

A faísca que acende entre Benedict e Sophie chega a ser palpável. Sophie se sentia uma completa princesa, já Benedict nunca se sentira tão a vontade com alguém. Alguém que falava com ele não por ser um Bridgerton, mas sim porque tinha interesse em conversar com ele. Não o tratou como "número dois", mas sim Benedict Bridgerton. Quem ele é. 

Porém, como todo conto de fadas, aquilo acabou. A noite chegou ao fim, Sophie precisou voltar pra casa. E Benedict nunca mais a viu. Não sabia o seu nome, nem onde morava, muito menos onde procurá-la. A bela dama que roubara seu coração em segundos, simplesmente sumira da face terra.

Três anos depois o casal se encontra, mas por um desfortúnio da vida, ele não a reconhece. O convívio entre os dois e essa sensação de que a camareira se assemelha com a misteriosa dama do baile pairando sobre Benedict é esplêndida. O pedido, o receio de Sophie, o banho no lago sendo espiado de forma sorrateira.

Em "Um Perfeito Cavalheiro" Julia Quinn consegue, mais uma vez, nos prender de forma tão fascinante com sua narração. A essência de cada personagem nos faz adentrar a história, nos surpreende a cada reviravolta, nos faz derreter com um casal extremamente lindo.

E não vamos nos esquecer, é claro, do talento que esse Bridgerton esconde a sete chaves. Ah, Benedict...

Poesia de sábado — Meus dois amores;


MEUS DOIS AMORES


É uma grande verdade que não podemos amar dois Senhores, pois haveremos de amar mais a um e menos ao outro, e confesso, eu amo só um, o maior de todos, o Todo Poderoso.
Mas no âmbito humano, eu admito que amo duas mulheres, e consigo ter a mesma intensidade de carinho com ambas. E o interessante, não há ciúmes entre elas, não há concorrência, até são amigas! Sinto que me amam muito, cuidam de mim, se preocupam comigo, me dão presentes, f azem declaração de amor. Há eventos que participamos nós três juntos, existe uns que fico com uma e aqueles que fico com a outra. É maravilhoso nosso relacionamento, e olha, eu não devo, não posso, não quero e não vou escolher entre uma e outra, viveremos assim até que a morte nos separe e tomara que demore bem muito, com a graça de Deus, claro com a graça de Deus sim! Ou você acha que Ele não aprova nosso relacionamento? Olha não tire conclusões precipitadas, aguarde e confie, no final você verá que tenho razão. Somos uma família abençoada por Deus, há muita harmonia entre nós três, é claro que já as fiz chorar, já fiz raiva à elas, mas eu sou o cara, sempre consigo ter o perdão, o carinho e atenção das duas, é certo que também já me fizeram chorar e as vezes temos momentos desagradáveis, mas quem não tem? Se a vida a dois já é difícil, imagine a três…

Mas nós trabalhamos bem o perdão, e como nos amamos, tudo fica mais fácil e claro, a bondade de Senhor tem sido conosco. Só tem uma coisa que não posso fazer:  casar com nenhuma das duas!
Mas tudo bem! Não  é possível, nem preciso, nos amamos assim mesmo.
O curioso é a diferença de idade entre elas, representam duas gerações, E veja que coisa, fazem aniversário na mesma semana, a mais nova, completou vinte e um anos dia trinta de março, e a mais velha fez oitenta e quatro dia primeiro de abril, o que complica é que são dois presentes.
São estas minhas duas mulheres, são estes meus dois amores:


  • MINHA MÃE HELENA
  • MINHA FILHA THIARLLEY

Amo vocês!

FELIZ ANIVERSÁRIO!

Escrito por: Rogério Santos

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Rogério Santos, entre 40 e 50 anos, mas num sou velho não, viu?! Representante comercial, radialista, escritor quando dá certo e pai da dona desse blog! Já fui poeta um tempo, mas o tempo agora é outro que me falta. Ah, tempo danado!