Poesia de sábado — Poesia da noite;

20:38

POESIA DA NOITE


Canto a minha tristeza,
Minha saudade;
Minha alegria,
Canto sem música,
Sem ritmo...
Canto a minha poesia.

Meu microfone, a caneta;
Meu auditório, o papel,
O silêncio... a noite vazia;
Desligo a TV, que não me ouve;
não me aplaude,
mas rouba minha inspiração.

Quero ouvir o silêncio;
Sentir a serenidade noturna,
Quando escuto distante o tic tac do relógio,
Marcando 23 horas... já é sábado?
Abro a porta...
as estrelas dizem que ainda é noite.

Todos dormem...
Não! Não estou sozinho.
Deus não dorme... e está comigo.
Por isso eu canto, escrevo;
Vivo! Existo: Razão do meu viver!

Aguardo a nave dos sonhos,
Que me conduzirá até o amanhã.
Cantando a minha poesia...
Embarco... adormeço...

E o amanhã?

 Escrito por: Rogério Santos
                             11.03.1992

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Rogério Santos, entre 40 e 50 anos, mas num sou velho não, viu?! Representante comercial, radialista, escritor quando dá certo e pai da dona desse blog! Já fui poeta um tempo, mas o tempo agora é outro que me falta. Ah, tempo danado!

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