Poesia de sábado — Adeus;

ADEUS

Precisamos conversar...  você falou,
Cansei deste mundo de ilusão...
Já não dá pra viver de faz de contas,
Chega de enganar nosso coração.

Como vento sem chuva que não dá fruto,
Como Oceano sem Onda; sem emoção;
Vive o nosso amor dias de intenso luto,
Sentimentos vazios; perdeu-se a razão.

Como Flor que lhe caíram as pétalas,
Sem aroma, sem beleza, sem cor.
Dias nublado; noites sem serestas;
Lembranças, lagrimas, lamentos e dor.

Sei que acreditas que tudo pode mudar,
Que ainda podemos viver juntos a felicidade;
Mas pra mim não passa de uma miragem,
Vejo na verdade que é hora de parar.

Claro que não querias ter esta conversa,
Que sempre foge quando tento te falar;
Sinto muito, espero que me entendas,
Fomos muito longe, não dá mais para adiar.

Já cansei de esperar  por um milagre,
Sei que é difícil pra você; pra mim também,
As vezes não entendo por que Deus não age;
Tomei minha decisão, não sei se o milagre vêm.

Reconheço suas qualidades,
És uma pessoa sensacional;
Faltam-me palavras na verdade,
Para dizer o quanto és especial.

Merece alguém melhor que eu,
Alguém que te valorize, te mereça;
Que te ame intensamente; me esqueça!
Este alguém, infelizmente não sou “EU”

Lamento... Não dá mais!
Vamos esquecer o que ficou pra trás,
Vai ser melhor pra nós dois;
As malas já estão prontas!
O Taxi está lá fora...  chegou a hora...
Saiba... desta vez não haverá depois...

Procura ser forte!
Tenta não chorar!
Te desejo boa sorte!
Adeus! Não posso mais ficar...
Adeus!
Escrito por: Rogério Santos
21.05.2016


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Rogério Santos, entre 40 e 50 anos, mas num sou velho não, viu?! Representante comercial, radialista, escritor quando dá certo e pai da dona desse blog! Já fui poeta um tempo, mas o tempo agora é outro que me falta. Ah, tempo danado!

Poesia de sábado — Amor de mãe;

AMOR DE MÃE


Deus criou o primeiro homem, cuidou dele como um pai amoroso, deu-lhe domínio sobre tudo na terra, Fauna e Flora, mas em seu coração, faltava algo e Deus sabia disso, deixou que ele sentisse  esta necessidade, que sonhasse com algo muito precioso e ao ter, pudesse valorizar muito mais que tudo na terra.
 Enquanto dormia, O Criador deu-lhes  a mulher.
Ao acordar, impressionado com a preciosidade que seus olhos contemplavam, atordoado, pensara está sonhando... tocou-a e disse: “É osso dos meus ossos... e carne da minha carne”
Imagino a alegria de Adão a partir desse momento...
Mas o curioso é que Adão não teve o privilegio de desfrutar da mulher os efeitos deste Dom sublime de ser mãe, este cuidado incomparável, na esfera humana, um amor superado apenas pelo amor do próprio Criador. Aprouve a Deus derramar deste amor no coração da mulher quando se torna mãe, e cada ser humano depois de Adão e Eva tem recebido esta benção de ter uma mãe.
Este amor inexplicável e incondicional,
Amor verdadeiro, altruísta, incansável.
Amor de lágrimas, de dores,
Amor que ensina, que compreende,
Amor que suporta, que espera,
Amor que perdoa, que acolhe e acalma o coração aflito.
Amor que sabe sorrir, amor que diz tudo com o olhar:
Amor que acalma a tempestade com um abraço!
AMOR DE MÃE!


                                                                 Escrito por: Rogério Santos 
07.05.16


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Rogério Santos, entre 40 e 50 anos, mas num sou velho não, viu?! Representante comercial, radialista, escritor quando dá certo e pai da dona desse blog! Já fui poeta um tempo, mas o tempo agora é outro que me falta. Ah, tempo danado!

Indicação #7 — 'A força de um Olhar' Susane Vidal;

Título: A força de um Olhar - crônicas
Autora: Suzane Vidal
Páginas: 192 páginas
Editora: infographics
Como muitas coisas em minha vida, a arte de escrever nasceu a partir de um exercício contínuo daquilo que chamo tentativa de acerto. Sempre estive cercada pelas palavras, ditas ou escritas. Na escola, quando a professora me pedia para desenhar, eu argumentava que seria melhor escrever. E assim me aventurava transformando ideias, pensamentos e estudos em textos para mim mesma. Não por acaso, coleciono blocos de notas, molesquines, cadernetas e óbvio, canetas. Elas me acompanham nesse laboratório enriquecido pelas nuances que a vida me apresenta. A vontade de compartilhar textos e histórias só aumentou, foi então que resolvi transportar alguns desses textos para o blog, criado com esse fim. De lá para cá, foram muitos olhares sobre muitas vertentes e acabei conquistando leitores e amigos que sempre cobravam a transformação dessa mistura em um livro. Eis que aqui está A Força de um Olhar, que pode ser o meu, o seu, o nosso ou simplesmente uma sugestão de leitura. 

Antes de começar essa indicação, deixe-me contar uma história para vocês.
Era um dia comum, em uma aula normal de telejornalismo, a segunda disciplina que curso com a professora e apresentadora de telejornal, Suzane Vidal, quando uma ficha - na verdade um orelhão inteiro - caiu na minha cabeça: a professora havia lançado seu primeiro livro no passado e eu aqui, com blog literário e tudo, nunca tinha feito nada sobre. Onde já se viu! Usando da minha linda cara de pau, joguei aquela cantada na professora que me presenteou com uma edição e cá estou eu, com uma indicação fresquinha para vocês.


Já começo com uma confissão: eu nunca tinha lido um livro de crônicas antes. Não que eu nunca tenha demonstrado interesse, mas a minha queda por contos e narrações mais extensas me fizeram deixar a crônica de lado e, quando me deparei com um livro com cerca de 100 pequenos textos, me veio a cruel dúvida: Será que eu vou ter paciência? Eu, a chata que se apega a personagens e ama histórias longas (mas detesta escrevê-las) vai conseguir ler tantos textos curtos e sem personagens fixos? Parecia uma missão bem difícil, mas desafio é desafio, não é mesmo? 
Por já ter sido aluna da autora e conviver com ela duas vezes por semana, a proximidade foi o principal fator para que eu me identificasse com a leitura. Era como se eu tivesse ouvindo a voz de Suzane e sua dicção invejável contando cada situação cotidiana citada nas páginas do livro.

Foto autoral
E o que antes parecia um desafio, foi uma leitura agradável e rápida (li em uma semana!) diante da linguagem fácil e das situações tão próximas de nós. Até mesmo para quem não é do meio jornalístico, as crônicas com esse teor não se tornam cansativas, muito pelo contrário, fazem nós leitores imaginarmos como será um dia coordenando um telejornal ou as paparicagens dos fãs muito comuns aqui, por se tratar de um Estado pequeno. 
E é engraçado, como aluna e telespectadora do SETV, imaginar alguém que está sempre arrumada e maquiada não só na TV, mas pontualmente as 20h35min em sala de aula, narrando situações das mais diversas como O sabor das férias e Perfeição, para quê? uma clara demonstração de TOC ortográfico que eu vivo constantemente e super me identifiquei. 

"A força de um Olhar" é um livro que, depois de lido, nos obriga a ver a vida com outros olhos. Passamos a observar as pequenas outras com uma outra visão, dando mais importância a pequenos atos, ações inusitadas, sejam autógrafos em uma cafeteria, um susto em meio a madrugada, e até aquela preguiça de nos permitir dormir e apenas dormir (e se tem uma coisa que estou sentindo falta esses dias é justamente disso!). 

É um livro recheado de boas risadas, reflexões da vida e um gostinho de quero mais no final.

E só mais uma confissão: depois de tanto tempo, descobrir o real motivo do famoso "bebê" dito pela professora é, porque não dizer, inusitado. 

Suzane Vidal e o livro "A força de um Olhar" estão no skoob. Já leu o livro? Tem desejo de ler? Marca lá e dê mais visibilidade a autora.


Não retirar sem os devidos créditos. 
Seja o texto ou as fotos.