Poesia de sábado — Farol alto;


FAROL ALTO


Fulminante como o olhar da morte
Uns escapam outros não tem sorte;
Bate, sai da pista, viram…
Perdem o controle e também a vida,
Ou ficam inválidos cheios de dores;
É assim a noite a lida.

Vem do alto, é certeiro, ofuscante,
Pode matar no mesmo  instante;
Faz perder a direção.
O caminho se torna difícil, incerto,
Compromete o percurso, o trajeto;
Dificultando a visão.

Não olhe pra ele, poderá ser fatal,
Ínsita a vingança, e suscita o mal;
Causa ira e furor.
Não corresponda ao insulto; Não!
Não grite, não aceite  provocação,
Olhe com amor…

O olhar da morte não tem compaixão,
Não tem sentimentos, e nem coração;
É irresponsável e cruel.
Desista, resista, fuja de olhar assim,
Seja prudente, quando olhar ao dirigir;
Olhar altivo não ver o céu.

Olhe com um olhar de quem ensina,
Tema a Deus, ame o próximo e vida;
Não, não deixe a morte vencer.
Há um destino que todos querem chegar
É bem mais fácil para o outro enxergar,
O farol baixo depende de você.

                   Escrito por: Rogério Santos
                        23.07.16

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Rogério Santos, entre 40 e 50 anos, mas num sou velho não, viu?! Representante comercial, radialista, escritor quando dá certo e pai da dona desse blog! Já fui poeta um tempo, mas o tempo agora é outro que me falta. Ah, tempo danado!
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