Poesia de sábado — Assassinos do trânsito;

ASSASSINOS DO TRÂNSITO


Procura-se um grupo que vem matando absurdamente nas ruas, estradas e rodovias de todo o mundo. Eles não têm preferência, nem piedade. Matam, crianças, jovens, idosos, gestantes, deficientes, pobres, ricos, qualquer um que atravessa seu caminho. As vezes matam famílias inteiras, grupos de turistas, estudantes e até romeiros.

São mais de 100 vítimas diariamente, com mais de quarenta mil a cada ano, além de deixarem mais de duzentos mil inválidos, isso só no Brasil.

Os crimes são praticados sempre motorizados em toda espécie de veículos, caminhões, ônibus, vans, automóveis, motocicletas e outros.

Tais veículos, na maioria das vezes, se encontram em estado de má conservação: pneus carecas, faróis quebrados, retrovisor e/ou para-brisas rachados, amortecedores danificados, bateria e institor vencidos, enfim, falta de uma boa revisão.

Alguns usam carros bem velhos, outros preferem “0km”. Dirigem quase sempre em alta velocidade.

Uns embriagados, outros muito cansados, alguns falando ao celular, nem todos habilitados.

Em geral, são pessoas nervosas, impacientes, carrancudas, mal-educadas, debochadas, mau humoradas, agressivas, e andam sempre apressadas.

São imprudentes, não respeitam nada, nem ninguém. Ignoram o fantástico sistema de trânsito, tão bem organizado, não respeitam a faixa de pedestres, avançam o sinal, não usam o cinto de segurança, nem capacete, ultrapassam sempre pela direita, são detentores da preferência, não costumam ligar as setas, nem olhar o retrovisor. O que mais gostam no veículo são o acelerador, a buzina e o farol alto.

Não é difícil identifica-los, basta olhar em volta e poderá ver um destes passando. Raramente, porém, os encontrará juntos, mas estão por toda parte, em todo lugar. Cuidado!

Em cada cidade, a cada quilômetro de rodovia, em cada rua, em quase toda casa. CUIDADO! Seu vizinho pode ser um deles, seu melhor amigo, seu parente mais próximo, talvez seu filho, seu irmão...

Pense um pouco... até mesmo você pode estar sendo procurado
como um dos assassinos do trânsito.




 Escrito por: Rogério Santos
16.07.2009

dados atualizados segundo pesquisas de 2016

____________________________________________________________________________
Rogério Santos, entre 40 e 50 anos, mas num sou velho não, viu?! Representante comercial, radialista, escritor quando dá certo e pai da dona desse blog! Já fui poeta um tempo, mas o tempo agora é outro que me falta. Ah, tempo danado!

Poesia de sábado — Pense... procure-me;

PENSE... PROCURE-ME

Quando...
Pensares que o mundo acabou
e que a vida perdeu seu valor
procure-me nas coisas mais simples,
pois lá eu estou.

Quando...
Pensares que nada tem mais jeito
e que tudo está acabando
procure-me, que eu venho ajudar a reconstruir.

Quando...
Pensares que teu futuro já está no presente,
e que perdestes teus amigos
procure-me, que eu venho ser seu amigo do passado,
do presente,
e do futuro.

Quando...
Pensares que ninguém te aceita como tu és,
Procure-me, que eu te amo, e te aceito mesmo assim.

Quando...
Pensares que teus caminhos estão cheios de espinhos
E que não há mais razão para viver
Procure-me, pois eu sou o caminho, a verdade e a vida.

Quando...
Através do teu sorriso, você esconder uma lágrima no coração,
não fique assim!
Procure-me, que eu venho enxugar suas lágrimas e transformar seu coração.

Quando...
Pensares que ninguém te compreende,
Ninguém te ama e que estás só
Procure-me que eu venho te compreender,
te amar, e ficar com você.

Pense... procure-me,
Pois o meu amor é imenso e eterno.

Eu sou Jesus Cristo

A razão de viver.

Escrito por: Rogério Santos
10.06.2001
____________________________________________________________________________
Rogério Santos, entre 40 e 50 anos, mas num sou velho não, viu?! Representante comercial, radialista, escritor quando dá certo e pai da dona desse blog! Já fui poeta um tempo, mas o tempo agora é outro que me falta. Ah, tempo danado!

Poesia de sábado — Simplesmente pó;

SIMPLESMENTE... PÓ


Quando olho a natureza,
penso que sou gente.
Quando olho minha criatividade,
penso que sou inteligente;

Quando olho o meu conhecimento,
penso que sou sábio.
Quando olho o erro do semelhante,
penso que sou infalível;

Quando olho a fraqueza do outro,
penso que sou forte.
Quando olho para os meus bens,
penso que sou rico;

Quando ajudo o necessitado,
penso que sou bom.
Quando olho para as minhas obras,
penso que sou justo;

Quando olho para os meus sentimentos,
penso que amo.
Quando vejo bênçãos serem derramadas sobre mim,
penso que sou privilegiado.

Quando estou te louvando,
penso que sou perfeito.
Quando olho para mim,
penso que sou alguém.

Mas,
quando olho para ti, SENHOR,
Vejo... vejo que sou
Simplesmente pó.


Escrito por: Rogério Santos
25.02.2000
____________________________________________________________________________
Rogério Santos, entre 40 e 50 anos, mas num sou velho não, viu?! Representante comercial, radialista, escritor quando dá certo e pai da dona desse blog! Já fui poeta um tempo, mas o tempo agora é outro que me falta. Ah, tempo danado!

Inspirações súbitas ― Um pouco de chá e muito o que se estudar;


Era sábado e ao contrário do que a maioria dos jovens fazia naquele horário, a moça estava em casa atolada de papéis, livros, cadernos e anotações. O computador portátil em seu colo tinha algum ebook aberto e ela tentava anotar as partes importantes, para facilitar o aprendizado do assunto.

Céus, como ela odiava o fim de semestre.

Não que fosse a pessoa mais estressada do mundo, mas não tinha como NÃO se estressar. Parecia que os professores combinavam um complô contra seus alunos, deixando todos os trabalhos e provas para a mesma semana, fazendo seus queridos graduandos abdicarem de noites de sono e descansos. A garota pensava se um dia ela poderia se vingar. Não necessariamente em seus professores, mas alguém precisava pagar por aquele sufoco todo. E, no fundo, ela sentia pena de quem quer que fosse receber o seu esporro num futuro próximo.

O quarto parecia um cenário de guerra diante da desorganização causada pelos seus estudos e ela parecia concentrada demais para notar que a campainha tinha tocado. Os olhos eram fixos na tela do laptop e, quando a campainha tocou de novo, ela quase deu um pulo da cadeira e se permitiu xingar mentalmente a visita indesejada. Podia ser sua mãe, mas ainda assim, ela xingaria pelo susto.

Ela pensou seriamente em não atender, mas se a pessoa havia sido permitida na portaria sem a necessidade de avisá-la, então era alguém conhecido e ela não poderia fingir que não estava em casa. Suspirou e lentamente ergueu-se da cadeira, caminhando sem pressa até a porta. A campainha tocou novamente, duas vezes seguidas.

“Mas que diabo”.

A mão girou a maçaneta e ela já pensava nas desculpas que daria para a visita ir embora o mais rápido possível, para que voltasse aos seus estudos, quando sacolas de supermercado foi estendidas na sua direção e um sorriso largo lhes fora direcionado. Tinha que ser aquele maldito sorriso, com dentes perfeitamente brancos e alinhados, somado àquele cabelo escuro e liso, jogado levemente para o lado e cobrindo parte da testa.

 - Eu sei que você está estudando, mas antes que me expulse, –  “Até parece que eu ia te expulsar”, pensou ela. – Eu só vim te fazer companhia por meia hora de descanso e depois eu vou embora. – O olhar dele era de súplica, os lábios até se formaram em um pequeno bico. Ela riu.

- Tudo vai depender do que tiver dentro dessa sacola… – Ela fez cara de interesse enquanto encarava a sacola e então a pegou das mãos do outro, dando espaço para que ele passasse.

­         - Indian Chai, alguns bolinhos e pizza. Porque claro, eu sou um ótimo namorado.  – Ele deu de ombros e esboçou uma expressão convencida, fazendo-a arquear uma sobrancelha.

- Vai ser um ótimo namorado se preparar o chá pra mim e colocar a pizza pra esquentar. – O bico agora adornava os próprios lábios, até inclinou a cabeça, fazendo os longos cabelos escuros deslizarem pelo ombro. Ele não deixou esse detalhe passar despercebido. Adorava aqueles cabelos longos, assim como adorava tudo nela.

- Tá, quando é que você não ganha, mesmo? – Ele deu de ombros e pegou a sacola das mãos dela, fazendo-a rir e dar-lhe um beijo rápido nos lábios. Porém, ele foi mais rápido e a puxou pela cintura, fazendo daquele contato algo mais profundo. As mãos dela foram a nuca dele e o puxaram, fazendo com que as mãos masculinas pressionassem o local onde seguravam, fazendo-a sorrir durante o beijo.

- Okay… depois disso eu acho que posso deixar os meus trabalhos de lado, mas por pouco tempo. – Ambos sorriram e ele aproveitou para capturar o lábio inferior, puxando-o para si.

- Sendo assim, vai ter que me ajudar na cozinha… – A voz era praticamente um sussurro, ela riu de novo.

- A ferver o leite para o chá e esquentar uma pizza? Você me envergonha.  – A cabeça negou levemente, uma das mãos foi até a testa, lamentando.

- A pessoa não pode nem dar uma desculpa pra ficar mais tempo com a namorada, tempos difíceis… tsc tsc.

Eles riram juntos e, com o braço esquerdo em volta da cintura dele, ele a guiou para a cozinha, puxando as mangas da camisa enquanto recolhia o material necessário para fazer o que havia dito. “Como se fosse fazer grande coisa”, pensou ela, mas ficou quieta.

Deixou-se apenas observar o homem que amava andar de um lado para o outro na cozinha, tentando mimá-la naqueles dias de loucura.

E, com um sorriso no rosto, ela percebeu que ele era, de fato, o melhor namorado do mundo.

xXXxxXXx

Textinho feito sabe Deus quando para a amiga Priscila em um momento bem cheio na faculdade, numa tentativa de animar a vida da moça. Achei perdido no drive e postei. Just like that.