Poesia de sábado — Lágrimas do coração;


LÁGRIMAS DO CORAÇÃO


Ferido, agonizante, doente, está meu coração.
Sangrando; sangrando muito, nada consegue estancar…
Percorre as veias e viaja por todo o corpo.
Afetando cada membro:
As pernas tremem, falta o apetite, a cabeça dói.
A mente falha; é pane total.
Estou aéreo, sem rumo, sem destino;
Desorientado!
Estou morrendo!
O sangramento atingiu a alma,
Arrancou-me os sorrisos,
Quebrou o tamborim;
Cessou a música; parou a festa...
Mergulhadas no sangramento, pode se ver,
A tristeza de mãos dadas com a angústia,
Convidam a dúvida e o desespero,
E juntos torturam a alma e tentam arrancar-lhe a alegria.
Ferida, sem forças, luta bastante, pode se ver o sangrando...
As gotas, as lágrimas escorrendo pelo corpo, banham a alma.
Isso, provocando-lhe mais sofrimento, ao atingir os ferimentos.
Mas parece que as lágrimas têm um poder curativo, pois em meio a intensa  dor, ressurge, como que das cinzas, a fé e o amor.
Atingidos pelo golpe da decepção, despertam-se e se refazem.
Começa uma verdadeira luta com os  inimigos da alma,
Vai levar um tempo, mas a fé é o amor sempre vencem.
É hora de recomeçar...
Cuidar da alma, restaurar os sentimentos, consertar os instrumentos.
A música volta a tocar, reinicia a festa.
A fé e o amor libertaram a alegria que estava na masmorra,
Trouxeram-a para o salão.
Convidaram a esperança, a certeza e a felicidade.
Após uma reunião com a verdade, orientado pela consciência,
Surgiu o arrependimento, e o perdão, chegou mais tarde.
Juntos, celebraram a cura da alma e festejaram juntos.
A felicidade tentou tirar a alma para uma dança,
mas ela disse que estava muito cedo...

                              Escrito por: Rogério Santos

                                 01.08.2011


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Rogério Santos, entre 40 e 50 anos, mas num sou velho não, viu?! Representante comercial, radialista, escritor quando dá certo e pai da dona desse blog! Já fui poeta um tempo, mas o tempo agora é outro que me falta. Ah, tempo danado!
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