Poesia de sábado — O poder do abraço;


O PODER DO ABRAÇO


Quando as palavras já não fazem sentido.
Quando é muito sofrimento, e intensa a dor,
Quando na garganta fica preso aquele grito,
Quando aumenta o tormento e surge o pavor.

Quando a paixão tá matando por dentro.
Quando transborda o amor e a felicidade,
Quando são inexplicáveis os sentimentos,
Quando se está morrendo de saudades...

Quando a situação é muito boa ou muito ruim,
Quando o coração, apertado de tristeza ou alegria
Quando os olhares frente a frente comunicam-se
Quando a boca pára...  Sem palavras silencia...

Quando a melodia é no ritmo do pranto,
Quando o consolo não consegue consolar,
Quando a poesia perde a rima e o encanto;
Quando a música não dá pra ouvir, e cantar.

Quando  se está mui decaído o semblante
Quando a maior expressão dos olhos goteja,
O que poderá ser tão eficaz e  aconchegante?
Capaz de nutrir de esperanças e certezas?

Quando os lábios desabrocham um sorriso;
E entrelaçados os dedos apertam-se as mãos.
Quando se o toca o cabelo sobre um olhar fixo.
Quando surge o beijo ligando cada coração.

O que mais aquece o corpo e aproxima a alma?
De tudo que penso que digo, expresso e faço?
Tão poderoso que me anima; que me acalma?
Tão precioso e sublime, é o poder do  ABRAÇO!
      
               Escrito por: Rogério Santos
                   24. 10. 2016
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Rogério Santos, entre 40 e 50 anos, mas num sou velho não, viu?! Representante comercial, radialista, escritor quando dá certo e pai da dona desse blog! Já fui poeta um tempo, mas o tempo agora é outro que me falta. Ah, tempo danado!

Poesia de sábado — Enigmas da Morte;

ENIGMAS DA MORTE


Na dinâmica da vida, nos esmeramos em busca de um objetivo proposto.
Como um atleta em uma maratona corremos com muito gosto.
Para alcançar um, prêmio, uma coroa.
Na verdade, o que mais queremos é:
dizer como Paulo, o escritor bíblico diz:
“Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé”.
Mas de repente um atleta é  surpreendido no meio da jornada.
Faltam-lhe as forças, dificuldades de respirar, já próximo a linha de chegada.

É retirado da corrida e todos torcemos pelo seu retorno, até mesmo seu oponente.
Gestos de carinho, corrente de oração, clamor…
Queremos quebrar o silêncio com aplausos por sua volta, o que aconteceu não importa...
Mas, uma postagem no Facebook entristece toda gente.
Os grupos do WhatsApp confirmam rapidamente.
É momento de lágrimas e muita dor.

Projetos inacabados, sonhos a realizar,
Muita vida pra viver, muito ainda a conquistar.
O nascimento de um filho, a colação de grau. O primeiro neto…
Tava tudo dando certo.
Mas o enigma mais intrigante da vida, faz tudo parar.

Não houve tempo para despedidas,
Quantas palavras deixaram de serem ditas.
Quantas não foram ouvidas, e já não fazem mais sentido agora,
Tudo acabou…
Você foi embora…

Perguntamos: Porque Senhor? Porquê?
Por que tinha que ser assim?
Queremos respostas, mas nenhuma satisfaz.

Em nosso coração ecoa uma voz que não queremos ouvir,
Mas ela insiste e não temos como fugir:
“Tudo coopera para o bem dos que amam a Deus”
“Preciosa aos olhos do Senhor é a morte dos seus”

Maior dor os pais sentiram, José e Maria
Ao verem seu filho em tamanha agonia.
Pendurado naquela Cruz.
Um jovem na flor da idade, trinta e três anos.
Morreu para nos dá vida esse foi o plano,
Mas ao terceiro dia, ressuscitou Jesus.

A morte não é o fim, pode acreditar,
Disse Jesus a Maria, irmã de Lázaro: “Ele há de ressuscitar”.
Eu sou a ressurreição e a vida, aquele que crê em mim,
Ainda que esteja morto, viverá.
Isso serve para toda a humanidade, e alcança  toda a gente,
Portanto, não se desespere! Não temas! Crê somente!
                                  
                                       Escrito por: Rogério Santos
                                          22. 10. 2016

Em memória de Fátima Ramos.
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Rogério Santos, entre 40 e 50 anos, mas num sou velho não, viu?! Representante comercial, radialista, escritor quando dá certo e pai da dona desse blog! Já fui poeta um tempo, mas o tempo agora é outro que me falta. Ah, tempo danado!

5tracks: Músicas para escrever - Playlist7

Eu já expliquei o porquê na negligência nas postagens desde o começo do ano, mas sempre bom lembrar: a pessoa que vos fala está em reta final na graduação e, com isso, muita coisa nas minhas frágeis costas. A parte boa é que TÁ ACABANDO e logo menos terei mais tempo para dormir para dedicar ao blog como antes.


Para esta semana, porém, queria dizer que PAREM AS MÁQUINAS! As playlists voltaram. Parece miragem, promessa falha, propaganda eleitoral, mas eu juro, juradinho, que é tudo verdade. Com um tema bem clichê e super a minha cara, diga-se de passagem, trago cinco músicas para escrever romances, afinal, é o que o público gosta, né, galeres, então vamo’ apostar que é sucesso.

Queria reforçar, inclusive, que todas as músicas desta playlist foram descobertas ou redescobertas do spotify, esse maravilhoso, mais novo amor da minha vida.

         5) I want it that way – Backstreet Boys



AI, QUE NOSTALGIA! Sempre gostei bastante dos garotos da rua de trás e essa música em específico, além de ser bastante conhecida, é ótima para escrever cenas românticas justamente por remeter a época/filmes dos anos 90. Aqueles bons e velhos clichês que a gente ama e não abre mão por nada.

         4) So easy – Marjore Estiano



Viciei nessa música por causa da minha irmã, naquela época em que tudo que minha irmã mais velha fazia era legal e eu queria imitar. Criando playlists, reencontrei no spotify e o amor voltou. Eu amo a voz da Marjore (e o trabalho dessa mulher como um todo, af) e essa música tem um toque tão sereno, tão calminho! Particularmente acho sensacional para aquelas cenas mais leves, que a gente escreve para que os personagens e o leitor “respirem” entre situações mais complicadas. E tá liberado amar a risadinha da Marjore no meio da música, coisa mais: fofa.

         3) Your love is a song – Switchfoot



Conhecia a banda deste “This is home”, uma das músicas tema de As Crônicas de Nárnia – Príncipe Caspian. Coloquei numa playlist jurando que era uma música cristã, já que a banda tem esse estilo, mas era romântica e eu morri de amores. Na minha humilde opinião, a música pode ser adequada para cenas pós-tretas brigas, nos típicos momentos em que nossos protagonistas estão pensando no que fizeram e decidindo retomar e pedir perdão. ÔÔÔÔÔ~ YOUR LOVE IS A MELODYYYYYYYY é sensacional, na moralzinha.

         2) Our July in the rain – He Is We



Eu tenho UM TOMBO pelas músicas do He Is We desde que vi All About Us em 2012, música que já indiquei aqui, inclusive (e nunca superei, socorro). Eu adoro a voz da moça e essa música é muito fofa, não me aguento. Acredito que pode ser usada para descreve cenas em que um dos nossos protagonistas está descobrindo o sentimento pelo outro, aquele ar de dúvida, gosto ou não gosto, sempre tem aquela cena de reflexão onde o personagem sabe que deu merda e se apaixonou. Acho que essa música ÓTIMA para isso.

1)    Girl of my dreams – Brandon Heath



ESSA MÚSICA É UM POÇO DE FOFURA. Sério. Eu não consigo lidar. Ela tem uma repetição de “girl of my dreams” na primeira estrofe de cada verso que eu acho um amor. As peculiaridades de um relacionamento, como a cena do casamento “She looked like a princess in her wedding dress, I looked like a penguin and I must confess i was nervous” eu não consigo lidar, principalmente na parte sobre “icecream and netflix” . Pode ser usada em cenas finais de capítulo e/ou de história, quando os mocinhos finalmente ficam juntos e todo o mimimi que a gente ama SIM e não quer confessar.


 É isso, meus pimpolhos, espero que tenham gostado. 

Poesia de sábado — Nobre Profissão;

NOBRE PROFISSÃO


Meu filho, você estuda tanto! Vai ser um Doutor?
É pai! Vou sim! Vou ser um Doutor...!
Um Doutor Advogado, meu filho?
Não meu pai, Advogado não dá.
Não quero fazer Direito; Não pretendo advogar.

Huum! Então vai ser um Doutor Médico?
Não meu pai, esta área não me fascina,
É uma profissão maravilhosa, preciosa;
Curar e salvar vidas, mas não farei Medicina.

Então vai ser um Doutor Delegado?
Meu pai, admiro estes profissionais valentes.
Homens corajosos que defendem a gente,
Mas não tenho aptidão por este ofício honrado.

Ah! Já entendi... Meu filho quer ser um Doutor Juiz.
É meu pai, o Juiz é uma grande autoridade,
Respeitado, temido. Quem pode questionar o que ele diz?
Mas não é esta minha busca na verdade.

Não sei filho o que você quer ser então?
Tem certeza que vai ser mesmo um Doutor?
Tenho sim, meu pai, e talvez ninguém nunca me chame assim.
Mas todos os profissionais, de todas as áreas,
Antes de se formarem, passarão por mim.
Até mesmo o Doutor.

Diacho, filho! Que tal de Doutor vai ser você, então?
Explique aí, filho, me dê uma luz.
O velho seu pai não sabe não!
Quem ensinou aos Doutores que eu sei, foi o menino Jesus!

HAHA! Verdade meu pai! Mas eu vou mesmo ensinar:
Aos Doutores, Engenheiros, Advogados, Juízes, Delegados,
E demais profissionais em formação.
A todos que sonham, que almejam, que galgam  uma profissão.

Meu pai, é uma das profissões mais nobres.
Prepara o menino para ser um cidadão de bem.
Faz da criança, um Doutor.
Não importa as diferenças ou a condição que se tem,
Seja branco; Seja negro; Seja rico; Seja pobre,
Pra nós, todos têm o mesmo valor.

Esta é a profissão que escolhi, meu pai: “Pedagogia”.
Estou fazendo Mestrado; depois farei Doutorado.
Mas com muita alegria, serei sempre PROFESSOR!

É meu filho, não sabia que ser Professor
Era tão importante assim.
É pai, mas muitas vezes não somos reconhecidos.
Somos menosprezados, ignorados e esquecidos.
Mas nada disso nos faz desistir.

Seguiremos em frente com nossa missão,
Transformando vidas, imprimindo caráter,
Influenciando nas escolhas de um ser.
Este é o maior prêmio que podemos ter.
A mais bela e sublime valorização.

Obrigado meu pai, o senhor foi meu primeiro professor,
Sou feliz por escolher esta minha profissão.
São grandes os desafios, há muitas pedras no caminho.
Mas nada é tão satisfatório que uma vocação.

Esta é minha homenagem a você professor.   
                  
Escrito por: Rogério Santos
15.10.2016

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Rogério Santos, entre 40 e 50 anos, mas num sou velho não, viu?! Representante comercial, radialista, escritor quando dá certo e pai da dona desse blog! Já fui poeta um tempo, mas o tempo agora é outro que me falta. Ah, tempo danado!

Poesia de sábado — Menor Abandonado;

SOU MENOR ABANDONADO


Sou produto do acaso,
pois a pílula falhou;
Fruto d’um mero prazer
de alguém que me rejeitou.

Sou criança sem família,
Sozinho, sem ninguém;
Criança que sonha, que pensa;
Criança que esperança não tem.

Sou o que bate em sua porta,
e pede pão na hora errada;
Sou o que se senta no chão,
o que dorme nas calçadas.

Sou o lixo da cidade,
a vergonha da nação;
Sou o que pede pra comer,
e é chamado de ladrão.

Mas sou alguém, também sou gente,
Não sou o que dizem ou pensam;
Não sou nenhum criminoso;
Sei que o crime não compensa.

Não sou nenhum vagabundo,
vago buscando o que fazer;
Não diga que sou preguiçoso,
o trabalho me é negado por você.

Não sou um sujeito burro,
falta-me oportunidade;
Dizem que sou cidadão...
mas não sou sociedade.

Sou um cara esquisito,
por todos desprezado;
Sou gente carente de amor,
sou menor abandonado.


Escrito por: Rogério Santos
12.10.2000

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Rogério Santos, entre 40 e 50 anos, mas num sou velho não, viu?! Representante comercial, radialista, escritor quando dá certo e pai da dona desse blog! Já fui poeta um tempo, mas o tempo agora é outro que me falta. Ah, tempo danado!

[COLABORAÇÃO] Piano in the dark;



Piano in the dark

Ao som de “Piano In The Dark”,
de Brenda Russell

Você foi o melhor imprevisto da minha vida, um improviso que me fez mudar todo o roteiro do filme, colorir o enredo com suspiros e emoções intensas. Me sacudiu por inteiro e deu novo ritmo aos meus passos até então exaustos e enfadados. Eu mudei por dentro e por fora e, mesmo hoje, não vejo motivos para voltar a ser como antes, finalmente encontrei dentro de mim a minha verdadeira essência.

Você repetia coisas como “deixa rolar” e “manaña será o que será”, fazendo eu me livrar de pesos que não precisava carregar. O tempo nos uniu, nos viu ir onde ninguém jamais se atreveu a ir. O tempo nos viu passar os melhores e piores anos de nossas vidas juntos, sempre juntos. Mas o tempo precisava te levar.

Hoje sou eu quem olha para o tempo e me pergunto o que será do amanhã, enquanto estou sentada na escada da nossa casa tão vazia e silenciosa desde que você se foi. Eu ainda não posso acreditar e me recuso a dormir, nem conseguiria, meus remédios não fazem mais efeito.
Tão compreensiva, nossa casa me observa enquanto eu choro olhando o céu, procurando a estrela onde você foi morar. Meu coração sempre foi uma fortaleza, mas depois de te perder para os céus, só me resta chorar e deixar rolar as lágrimas de dor, aquelas que eu nunca precisei derramar, aquelas que você nunca me deixou derramar.
Mas em meio a escuridão, eu posso ouvir uma melodia perfurando o silêncio e acariciando minha alma abatida. São notas suaves como o toque de suas mãos no meu rosto, expulsando as lágrimas. Um ritmo forte e envolvente assim como o de todos os seus abraços me protegendo do mundo ao meu redor. Talvez seja sinal da minha loucura acreditar, mas eu sei que é você lá embaixo, tocando seu piano no escuro. Tocando aquela melodia que você dizia fazer a chuva passar e o arco-íris surgir.

Escrito por: Diogo Souza
04 de setembro de 2015



Estudante e estagiário de jornalismo nas horas ocupadas. Escritor nas horas vagas. Autor do Cara do Espelho. Estou em mutação. Evolução. Apenas estou.

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