Poesia de sábado — Enigmas da Morte;

23:13

ENIGMAS DA MORTE


Na dinâmica da vida, nos esmeramos em busca de um objetivo proposto.
Como um atleta em uma maratona corremos com muito gosto.
Para alcançar um, prêmio, uma coroa.
Na verdade, o que mais queremos é:
dizer como Paulo, o escritor bíblico diz:
“Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé”.
Mas de repente um atleta é  surpreendido no meio da jornada.
Faltam-lhe as forças, dificuldades de respirar, já próximo a linha de chegada.

É retirado da corrida e todos torcemos pelo seu retorno, até mesmo seu oponente.
Gestos de carinho, corrente de oração, clamor…
Queremos quebrar o silêncio com aplausos por sua volta, o que aconteceu não importa...
Mas, uma postagem no Facebook entristece toda gente.
Os grupos do WhatsApp confirmam rapidamente.
É momento de lágrimas e muita dor.

Projetos inacabados, sonhos a realizar,
Muita vida pra viver, muito ainda a conquistar.
O nascimento de um filho, a colação de grau. O primeiro neto…
Tava tudo dando certo.
Mas o enigma mais intrigante da vida, faz tudo parar.

Não houve tempo para despedidas,
Quantas palavras deixaram de serem ditas.
Quantas não foram ouvidas, e já não fazem mais sentido agora,
Tudo acabou…
Você foi embora…

Perguntamos: Porque Senhor? Porquê?
Por que tinha que ser assim?
Queremos respostas, mas nenhuma satisfaz.

Em nosso coração ecoa uma voz que não queremos ouvir,
Mas ela insiste e não temos como fugir:
“Tudo coopera para o bem dos que amam a Deus”
“Preciosa aos olhos do Senhor é a morte dos seus”

Maior dor os pais sentiram, José e Maria
Ao verem seu filho em tamanha agonia.
Pendurado naquela Cruz.
Um jovem na flor da idade, trinta e três anos.
Morreu para nos dá vida esse foi o plano,
Mas ao terceiro dia, ressuscitou Jesus.

A morte não é o fim, pode acreditar,
Disse Jesus a Maria, irmã de Lázaro: “Ele há de ressuscitar”.
Eu sou a ressurreição e a vida, aquele que crê em mim,
Ainda que esteja morto, viverá.
Isso serve para toda a humanidade, e alcança  toda a gente,
Portanto, não se desespere! Não temas! Crê somente!
                                  
                                       Escrito por: Rogério Santos
                                          22. 10. 2016

Em memória de Fátima Ramos.
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Rogério Santos, entre 40 e 50 anos, mas num sou velho não, viu?! Representante comercial, radialista, escritor quando dá certo e pai da dona desse blog! Já fui poeta um tempo, mas o tempo agora é outro que me falta. Ah, tempo danado!

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