[COLABORAÇÃO] Resenha — Orgulho e Preconceito;

Primeiramente me perdoem pela demora de fazer essa indicação, essa vida de universitária não é mole e em final de período então é muito pior, mas finalmente eu estou de férias e sendo assim poderei fazer mais indicações e colocar meus filmes, séries, livros, etc em dia. E como prometido no meu texto de apresentação, hoje eu irei falar sobre uma filme que foi inspirado em uma das obras de Jane Austen, para vocês apresento-lhes Orgulho e Preconceito.


Orgulho e Preconceito, o filme, foi lançado em fevereiro de 2006, possui 127 minutos de duração e foi dirigido por Joe Wright. Conta com atores ilustres como Keira Knightley, Rosamund Pike e Matthew Macfadyen.

Neste filme nós conhecemos a família Bennet, composta pelo patriarca e sua esposa e também pelas suas 5 filhas: Elizabeth (Keira Knightley), Jane (Rosamund Pike), Lydia (Jena Malone), Mary (Talulah Riley) e Kitty (Carey Mulligan).

Jane e Lizzy, são as mais velhas e também as mais sensatas Bennets da família. Jane é doce e inocente e está sempre disposta a acreditar no melhor das pessoas. Já Elizabeth (Lizzy), é inteligente, impertinente e sempre fala o que pensa, tais características a tornam a favorita de seu pai, e a filha menos querida de sua mãe.

Mary dedica sua vida aos estudos, enquanto Kitty e Lydia são bobas e fúteis, assim como sua mãe. Onde o maior objetivo de vida da Sra. Bennet é ver todas suas filhas casadas, de preferência com um homem muito rico, que além disso é dramática e extremamente exagerada. Já o patriarca da família Sr. Bennet, é um homem inteligente, porém bastante reservado.

Por isso, a chegada do solteiro Sr. Bingley (Simon Woods) à região causa alvoroço na família (principalmente aos nervos da Sr. Bennet). No baile de apresentação, ele não demora para se encantar pela mais velha das Bennets, Jane (Rosamund Pike). Enquanto as três mais novas pulam e dançam de um lado para o outro, Elizabeth (Keira Knightley) tenta em vão puxar conversa com o amigo do Sr. Bigley, o sério Sr. Darcy (Matthew Macfadyen). 


A minha primeira impressão de Sr. Darcy foi péssima, pois ele era muito esnobe e se achava superior a todos que não fossem da mesma classe social que a dele, mas logo depois mudei de ideia. Sr. Darcy é, sem dúvidas, um dos maiores ícones masculinos do romantismo inglês. Entre opiniões fortes e provocativas, ao longo da história, ele precisa passar por cima do seu orgulho para conquistar o coração de Lizzie. Rico, educado e culto, o personagem se desconstrói com o tempo e prova que, por trás de um homem cheio de “orgulho e preconceito”, há uma pessoa capaz de mudar por amor. Já Elizabeth Bennet é um exemplo a ser seguido. Questionadora, a personagem não se deixa levar pela opinião de sua mãe. Além disso, o que faz com que nos encantemos com a jovem é sua inteligência e seu jeito irônico de ser. Em meio a tanto livros e filmes em que os personagens são estereotipados e nunca erram, nos deparamos com uma mulher à frente de seu tempo e que, assim como todos, erra (isso em pleno século XIX). Elizabeth tem voz em uma sociedade na qual a mulher era submissa e se impõe quando sabe que está certa.

Enfim, é por esses e outros motivos que recomendo Orgulho e Preconceito, obviamente, a todos, sem distinção, especialmente para aqueles que gostam de histórias de amor, mas também para aqueles que não vê com bons olhos os clássicos, porque pode ser uma boa oportunidade para se aproximar e mergulhar no passado muito diferente do nosso, então prepara a pipoca e corre para assistir.


Curiosidades: Logo no início a personagem Elizabeth aparece lendo um livro chamado "First Impressions". Trata-se do título original dado por Jane Austen a "Orgulho e Preconceito", que posteriormente mudou de nome. Para quem gostou do filme e ficou com gostinho de quero mais, tem a série que BBC realizou em 1995 titularizada com o mesmo nome do filme e livro.
Até à próxima, beijos de luz.
Escrito por: Bruna Freire

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Bruna Freire, 19 anos, estudante de Direito. Adora fotografar e é muito fã daquele velho e ótimo Rock and Roll. Completamente apaixonada por animais, livros, séries, filmes, HQs e por café, pois café é vida. Uma pessoa amavelmente bruta que admira sorrisos e olhares sinceros, mas principalmente adora à vida.


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