Título: Um beijo inesquecível
Autora: Julia Quinn
Tradução: Claudia Guimarães
Páginas: 272 páginas
Editora: Arqueiro
Toda a alta sociedade concorda que não existe ninguém parecido com Hyacinth Bridgerton. Cruelmente inteligente e inesperadamente franca, ela já está em sua quarta temporada na vida social da elite, mas não consegue se impressionar com nenhum pretendente. Num recital, Hyacinth conhece o belo e atraente Gareth St. Clair, neto de sua amiga Lady Danbury. Para sua surpresa, apesar da fama de libertino, ele é capaz de manter uma conversa adequada com ela e, às vezes, até deixá-la sem fala e com um frio na barriga. Porém Hyacinth resiste à sedução do famoso conquistador. Para ela, cada palavra pronunciada por Gareth é um desafio que deve ser respondido à altura. Por isso, quando ele aparece na casa de Lady Danbury com um misterioso diário da avó italiana, ela resolve traduzir o texto, que pode conter segredos decisivos para o futuro dele. Nessa tarefa, primeiro os dois se veem debatendo traduções, depois trocando confidências, até, por fim, quebrarem as regras sociais. E, ao passar o tempo juntos, eles vão descobrir que as respostas que buscam se encontram um no outro... e que não há nada de tão simples – e de tão complicado – quanto um beijo.


Desde o primeiro livro que a mais nova da família Bridgerton demonstra sua personalidade forte e sagacidade. Com cerca de 10 anos de idade, ela já propõe o Duque de Hastings em casamento, caso este não se unisse em matrimônio com a irmã mais velha dela, Daphne Bridgerton. Sendo assim, não era de se espantar a imensa curiosidade que me envolvia acerca do enredo deste livro.

Uma das primeiras coisas que eu gostaria de ressaltar é a relação de Anthony e Hyacinth, apresentada desde o primeiro livro, e levemente intensificada neste. Quando Edmund Bridgerton morreu, Violet ainda estava grávida da caçula, o que significa que a nossa protagonista nunca teve a oportunidade de conhecer seu pai. Assim, mesmo a paternidade do mais velho sendo visível com todos os sete irmãos, a relação com Hyacinth soa ainda mais paternal, com todas as preocupações de dote – e, se alguém no mundo teria, realmente, a coragem de se casar com ela. Essa, inclusive, é uma das minhas cenas favoritas do livro. HAHA

Como boa parte das personagens masculinas de Quinn, Gareth tem problemas no relacionamento com o pai. Apesar disso ser tratado em praticamente todos os livros (ao menos, naqueles que o protagonista não é um Bridgerton), não vejo como um defeito, já que nós sabemos o quanto uma postura “masculina” é cobrada dos filhos, principalmente na época em que a história se passa. E tratando-se de títulos de nobreza, dinheiro e posição social, isso é ainda mais forte.

Porém, apesar da carga este é, sem dúvida, um dos mais divertidos livros da série.

A relação dos nossos protagonistas se inicia através de Lady Danbury, uma idosa de humor pelicular, presente em todos os livros, que é muito próxima de Hyacinth e avó de Gareth. Um diário escrito em italiano, a desenvoltura com o idioma por parte da moça Bridgerton, muito tempo útil e o forte desejo por mistérios é o que une o casal principal. 

Entre as personagens femininas trazida nesta série de livros, Hyacinth é uma das minhas favoritas, justamente por sua personalidade forte e humor recheado de ironia, sem dúvidas, uma personagem cativante. Já Gareth, sendo apresentado como um dos mais bonitos (um dos não-Bridgertons mais bonitos, afinal, Colin tá aí, né) nos leva do amor ao ódio, depois ao amor novamente.

Na humilde opinião da pessoa que vos escreve, uma das melhores histórias escritas por Quinn, dentre os 13 livros de sua autoria que li.

E aí, deseja ler? Já leu? O que achou de Hyacinth Bridgerton e Gareth St. Clair? Conta aí! :)