Opinião ― série 13 reasons why;

ATENÇÃO: Como já dito no título deste post, o texto a seguir se trata de uma OPINIÃO.

Tendo grande repercussão desde a sua estreia, em 31 de março, 13 reasons why ou os 13 porquês, lançada pela netflix e baseada nos livros de Jay Asher, é, atualmente, a série mais comentada no twitter. Tendo como tema principal bullying e suicídio, duas vertentes bastantes polêmicas, a série tem dividido opiniões acerca da real mensagem passada para seus espectadores.


Fonte: Internet/reprodução


O que diz a sinopse?

A série gira em torno de Clay Jensen, um estudante tímido do ensino médio, que encontra uma caixa na porta de sua casa. Ao abri-la, ele descobre que a caixa contém sete fitas cassete gravadas pela falecida Hannah Baker, sua colega que cometeu suicídio recentemente. Inicialmente, as fitas foram enviadas para um colega, com instruções para passá-las de um estudante para outro. Nas fitas, Hannah explica para treze pessoas como eles desempenharam um papel na sua morte, apresentando treze motivos que explicam porque ela se matou. Hannah deu uma cópia das fitas para Tony, um de seus colegas da escola, que avisa para as pessoas que, se elas não passarem as fitas, as cópias vazarão para todo mundo, o que poderia levar ao constrangimento público e vergonha de algumas pessoas, enquanto outros poderiam ser ridicularizados ou presos. / Fonte: Wikipedia

A mulher no ponto de ônibus;


Era meio de semana, uma amiga e eu tínhamos ido ao shopping por algum motivo que não me lembro. Paradas no ponto de ônibus, a tarde se despedia dando lugar a escuridão da noite, iluminada pelas fortes lâmpadas da extensa avenida.

Fazia cerca de quinze minutos que estávamos lá, rodeadas de pessoas que não conhecíamos, quando uma mulher em particular me chamou a atenção. Baixa, aparentava ter mais de quarenta anos, negra. Os cabelos encaracolados, crespos, estavam curtinhos, o que me levou a teoria de que tinha assumido as madeixas naturais recentemente. Ao vê-la, eu sorri. A mulher, notando o meu sorriso em sua direção, retribuiu com a mesma alegria, porém, com confusão em seus olhos. Talvez se perguntava de onde me conhecia ou se me conhecia.

O fato é que nunca tínhamos nos visto na vida. O sorriso que direcionei à ela era o mesmo que eu abria ao notar toda e qualquer cacheada, em qualquer lugar. Naquele momento específico, meu sorriso tinha muito mais que felicidade ao ver uma mulher, com o dobro da minha idade, usando seus cabelos naturais – e sem vergonha disso.

O meu sorriso demonstrava admiração. Satisfação.

A aceitação tinha rompido mais uma barreira: a da idade. Quando iniciei meu processo de transição, ouvi muitas mulheres mais velhas dizerem que isso “era coisa de jovem”. Que para elas, já àquela altura, não fazia o menor sentido tentar reverter processos químicos. Assim, quando virei o rosto por puro costume e notei aquela mulher caminhar em direção ao mesmo ponto de ônibus que eu estava, a presença dela indicava muito mais do que outra cacheada num mundo de preconceitos e racismo.

A presença dela indicava mais uma geração engajada no amor próprio.
A presença dela indicava que nunca era tarde demais para se aceitar.

Saí do meu devaneio quando a mulher em questão veio até mim perguntar se determinado ônibus já havia passado, eu respondi que não. Logo em seguida, lhes falei que seu cabelo era muito bonito, ela sorriu largo o suficiente para se tornar em gargalhadas.

“O seu é mais”, ela respondeu. Acompanhei suas risadas e lhes disse que isso não era verdade, que ambas as cabeleiras eram lindas e únicas ao seu modo.

O ônibus que ela esperava chegou, a mulher saiu e eu a acompanhei. Ao chegar próximo as escadas, ela se virou e se despediu de mim. Com um aceno e um sorriso pequeno, retribui.

E, de maneira tão simples, aquela mulher me fez feliz. Fez-me realizada pelo que temos lutado, pelo que tanto pregamos nas redes sociais, nas ruas, nas rodas de conversas, na nossa existência.


Que mulheres negras devem ser livres para se amarem como são. 

#VLOG ― BATE-PAPO COM DIOGO SOUZA;


Não, isso não é uma miragem! O vlog da Thi foi atualizado SIM e eu sei que devo algumas explicações por conta do hiatus, mas deixa pra outro vídeo. Hoje, o canal que é parte integrante deste blog, traz a última parte de um bate-papo maravilhoso com o escritor Diogo Souza, grande parceiro do Apenas Fugindo, e autor do blog Cara do Espelho. Nossa conversa foi enorme e, por isso, dividimos em três vídeos. Neste post, trago os três vídeos em  sequência para você não perder nada do que conversamos.

Senta aí, pega um balde de pipoca e vem rir com a gente! 


Parte 1





Parte 2





Parte 3 - Final