Ativadores de cachos — UmidiHair vs Seda Cocriações;

Depois de certa demora para indicar finalizadores, FINALMENTE (!) estou de volta e, ó, com dois deles. No post desta semana resolvi trazer não só uma indicação de ativador de cachos, mas também uma comparação de dois produtos que comprei como um tiro no escuro, mas que me surpreenderam, seja de modo bom ou ruim.



1 – Ativador de cachos da UmidiHair
 
Foto autoral 

Quanto paguei: R$ 9,50
Como já indiquei no post sobre cremes de tratamento, a umidiHair é uma linha bb: boa e barata. Com queratina e 12 óleos nutritivos, o produto promete definir e disciplinar os cachos, além de redução de volume. No rótulo diz ainda ser indicado para todos os tipos de cachos, crepos e volumosos. Dada a minha experiência com o creme de babosa, resolvi fazer o teste.

Bom... eu esperava mais. O produto tem um cheirinho agradável e uma consistência leve, deixando o cabelo igualmente leve quando é aplicado. Porém, a leveza se transforma em não-definição, deixando os cachos abertos demais e sem forma. O volume, que supostamente deveria ser reduzido, nada acontece. Resultado: o cabelo ficou sem forma e volumoso, parecendo que eu acabara de viajar duas horas num carro sem capô.

Também tentei usar com misturinhas, somando com outros cremes, mas não consegui o efeito desejado.

Um uso que surtiu certo efeito foi utilizar do creme apenas para amassar os cachos, seja após a lavagem ou no day after. Mas, na verdade, foi para quebrar um galho.

2 – Seda Cocriações Cachos definidos
 
Foto autoral
Quanto paguei: R$ 7,30
Já de início, o rótulo promete efeito fitagem e cachos super definidos o dia todo. Cocriado pela expert em cachos, Quidad, de Nova Iorque, o produto promete fios hidratados, controle de frizz, volume “certo” e cachos definidos por 72h. Há certo tempo que eu não confio muito nos produtos da Seda, já tinha usado anteriormente quando ainda alisava o cabelo e não gostava do resultado, principalmente nas pontas. Mas eram épocas de vacas magras, o preço estava bom e eu já estava desiludida com outros ativadores que eu tinha usado por muito tempo e já não fazia mais efeito. Bom, comprei.

E ADOREI. Usei a primeira vez com o shampoo e condicionador Recarga Natural: Pureza Refrescante também da seda (que logo menos terá sua resenha também) e utilizei sozinho na fitagem e para amassar. Inicialmente, o cabelo fica um pouco pesado e confesso que eu já estava desestimulada achando que tinha errado a mão na escolha do produto de novo, mas não, os cachos ficaram TÃO definidos que o meu cabelo aparentava estar menor. Mesmo no day after, o cabelo não apresenta tanta diferença, basta passar um óleozinho ou até mesmo o próprio ativador que o efeito será maravilhoso.

Resultado: o produto já está acabando e eu estou economizando ao máximo até comprar outro HAHA

Bom, vamos as comparações?



Bom, de longe, dá para notar quem é o vencedor de hoje.
Espero que tenha gostado do post e que tenha sido útil.

Já usou algum dos produtos citados acima? E aí, o que achou? Diz aí. :D 

Opinião — série Dear White People;

ATENÇÃO: O TEXTO A SEGUIR CONTÉM SPOILERS


         Baseada no filme homônimo de 2014 e tendo a primeira temporada lançada no final do mês passado pela netflix, Dear White People ou Cara Gente Branca, não teve tanta repercussão nas redes sociais, ao menos, se comparado com a estreia de 13 reasons why, no final de março.



         Tendo racismo como tema principal abordado na série, Dear White People traz em sua primeira temporada dez episódios com um humor ácido e, ao meu ver, critica os dois lados extremos quando se trata deste assunto. Um exemplo de humor que aborda o tema da mesma forma, foi o discurso de Chris Rock na 88ª cerimônia do Oscar, em 2016.

         Ao contrário da maioria das produções americanas, 90% do elenco é negro e os problemas tratados são ligados a estes. Um exemplo disso é a discussão sobre quem está mais acordado ou não para as tensões raciais dentro da universidade de Winchester, cenário da trama. Há ainda a discussão sobre quem se parece mais negro ou não, diante das roupas e estilo, por exemplo. Coco (Antoinette Robertson) traz em uma de suas falas a seguinte reflexão: “Não importa se está acordado ou não, se você estiver morto” sobre o caso de um segurança da faculdade ter apontado uma arma para Reggie (Marque Richardson).

         Apesar de se encaixar na categoria de comédia, a série também possui o seu drama, fazendo chorar em diversos momentos de racismo, puro ou velado. A cena citada acima, quando o policial pergunta a Reggie se é aluno da universidade, mas não faz a mesma pergunta ao outro rapaz, que é branco, envolvido no incidente é uma delas. A tensão em toda a festa, a arma apontada em um negro, unicamente pela sua cor, o discurso do policial logo em seguida, enfatiza que mesmo após 200 anos de escravidão nos EUA, o pensamento racista ainda existe e é extremamente forte.

         O ponto de partida para o desenrolar da trama é a festa blackface (“rosto preto” ação de pintar o rosto para se assemelhar a negros, muito comum no início do cinema, na não-contratação de atores negros). A festa se intitula “Dear Black People” e tem como objetivo, segundo os organizadores, homenagear os alunos negros da universidade. Para Samantha White, ou Sam (Logan Browning) e para a maioria das pessoas com bom-senso, a festa é o ponto alto do racismo existente dentro da universidade.

         A série aborda ainda o privilégio da pele mais clara, os negros mais “desbotados” como dizem alguns, até mesmo o privilégio dos alunos negro-americanos, já que a Universidade também possui alunos vindos do Quênia, por exemplo. Além de problemas como sexualidade, tensão acadêmica, problemas da juventude, além do polêmico relacionamento inter-racial, ainda visto como um grande problema pela sociedade americana.

         Dear White People está há nove dias no ar e, apesar da pouca repercussão nas redes sociais, já recebeu 100% de aprovação no Rotten Tomatoes, site que é destinado a reunir textos de críticos de séries e de filmes dos principais veículos especializados, e faz uma média numérica baseada nas avaliações positivas ou negativas feitas pela imprensa, segundo o Adoro Cinema. Apesar disso, ainda falta muito para que o público branco perceba suas próprias falhas refletidas nos personagens brancos da série. Apesar de, aparentemente, ter sido fácil para o público em geral identificar seus erros referentes ao bullying ao assistir 13 reasons why, ao que parece, o mesmo não acontece quando se trata de racismo.

         Se ainda não assistiu Dear White People, bem, a hora é agora. Esteja ciente do que vem por aí e, antes de pensar que isso ou aquilo é vitimismo ou autossegregação, pense nos seus próprios privilégios, pense em tudo que você já conseguiu por ser branco.


Pense em tudo aquilo de ruim que você deixou de vivenciar por ser branco. 

Edit:
Confiram o vídeo do canal Coxinha Nerd falando justamente do silenciamento da internet sobre a série e o vídeo do canal DePretas, da Gabi, falando sobre a série com conhecimento de causa e vivência: 




Indicação #9 — 'Para Sir Phillip, com amor' Julia Quinn;

Título: Para Sir Phillip, com amor
Autora: Julia Quinn
Tradução: Viviane Diniz
Páginas: 286 páginas
Editora: Arqueiro
Eloise Bridgerton é uma jovem simpática e extrovertida, cuja forma preferida de comunicação sempre foram as cartas, nas quais sua personalidade se torna ainda mais cativante. Quando uma prima distante morre, ela decide escrever para o viúvo e oferecer as condolências. Ao ser surpreendido por um gesto tão amável vindo de uma desconhecida, Sir Phillip resolve retribuir a atenção e responder. Assim, os dois começam uma instigante troca de correspondências. Ele logo descobre que Eloise, além de uma solteirona que nunca encontrou o par perfeito, é uma confidente de rara inteligência. E ela fica sabendo que Sir Phillip é um cavalheiro honrado que quer encontrar uma esposa para ajudá-lo na criação de seus dois filhos órfãos. Após alguns meses, uma das cartas traz uma proposta peculiar: o que Eloise acharia de passar uma temporada com Sir Phillip para os dois se conhecerem melhor e, caso se deem bem, pensarem em se casar? Ela aceita o convite, mas em pouco tempo eles se dão conta que, ao vivo, não são bem como imaginaram. Ela é voluntariosa e não para de falar, e ele é temperamental e rude, com um comportamento bem diferente dos homens da alta sociedade londrina. Apesar disso, nos raros momentos em que Eloise fecha a boca, Phillip só pensa em beijá-la. E cada vez que ele sorri, o resto do mundo desaparece e ela só quer se jogar em seus braços. Agora os dois precisam descobrir se, com todas as suas imperfeições, foram feitos um para o outro. 

         A história da quinta filha de Violet Bridgerton é uma pequena demonstração de muitas da nossa época, com a ascensão das redes sociais. O que, de certa forma, combina totalmente com a personalidade de Eloise, conhecida por sempre se meter onde não deve e de possuir uma curiosidade tamanha pela vida dos outros.




         Sua paixão pela escrita de cartas lhes rende manchas de tinta nos dedos e nas roupas, o que levanta certas dúvidas de seus irmãos, afinal, para quem Eloise tanto escreve? Seu destinatário, porém, permanece em segredo do restante da família Bridgerton até a noite que a mulher some misteriosamente e, como era de seu feitio, deixa uma carta explicando o seu paradeiro.

         Agora, pense comigo: Eloise realmente desconhece a personalidade protetora de seus irmãos ou simplesmente decidiu ignorar?

         No quinto livro da série a diversão é garantida. Eloise Bridgerton e Phillip Crane se deixam levar pelas impressões causadas na correspondência trocada, iludindo-se nas características agradáveis que cada um apresenta. Pessoalmente, porém, seus piores defeitos e traços de personalidade marcantes mostram suas faces, fazendo-os perguntar a si mesmos se valeria a pena estarem juntos. Phillip ainda precisa lidar com o fato da mulher apresentar uma beleza estonteante, afinal, ela tinha 28 anos e permanecia solteira. A lógica lhes dizia que aparência não seria o seu ponto mais forte, porém, a lógica masculina se mostrou errada. Já Eloise, por sua vez, mostra-se frustrada ao perceber em Phillip um homem do campo, calado, sem muitos modos.

         Ah, é claro! Dois pequenos problemas denominados Amanda e Oliver – e não mencionados nas cartas de Sir Phillip, diga-se de passagem – marcam presença nas páginas do livro tornando-o ainda mais divertido, pelo menos, para toda e qualquer pessoa que não fosse Eloise Bridgerton.

         Para Sir Phillip, com amor traz no enredo a importância de se amar, inclusive, os defeitos do outro. A história de Eloise e Phillip apresenta, também, a construção de relação com base em confiança e cumplicidade, pois ambos aprendem a lidar com o temperamento do outro e a ensinar, um ao outro, a melhor maneira de superar traumas e angústias.


         E não vamos esquecer, é claro, da melhor cena de ciúmes e chilique dada pelos três mais velhos Bridgertons e o caçula dos homens. Gregory, pobre criança, realmente acha que pode bancar o protetor com sua irmã cinco anos mais velha?