Sou competitiva.
Obviamente, isso é um completo defeito.

Mas, é claro, os nossos defeitos são, em sua maioria, ressaltados, quando provocados. É complicado lidar com pessoas que insistem em mostrar que são melhores não em uma, não em duas, mas em todas as coisas e situações que englobam a vida.
Muitas dessas pessoas, dada a grande insinuação de superioridade que suas conversas carregam, acabam não sendo críveis. Afinal, é desconfiável a credibilidade de alguém que nunca erra. A não ser, é claro, que esta pessoa seja Jesus Cristo, de acordo com a minha crença religiosa.

Dentre os demais seres mortais que povoam e já povoaram esta terra, é de conhecimento da grande maioria que todos nós erramos. E que, em algum momento da vida, todos nós falharemos em algo, todos nós teremos algo que seremos um completo desastre.
Isso faz parte da vida e serve para que, em convívio em sociedade, se saiba entender o outro e o sucesso do outro. Afinal, o outro tem o direito de ser bom em alguma coisa, mesmo que você também seja bom nesta mesma coisa. Cabe a você (ao menos, é o esperado) que discuta do mesmo assunto, de igual para igual.

Pois, entendemos que conquistas e derrotas devem ser respeitadas. Todos, sem isenção – exceto Jesus! – nunca seremos unicamente bons. É do ser humano, independente da sua crença, você sabe que, no fundo, é do nosso feitio cometer erros. Falhar.

Mas, novamente, é preciso compreender. Dar espaço ao outro, ouvir a sua voz, mesmo que discorde dele. Respeitar. Deixá-lo expressar seu ponto de vista, respeitosamente, para que assim você possa expressar a sua também. Ninguém é 100% bom em tudo. Ao invés de trazer argumentos chulos, vazios e sem base, numa tentativa de estar certo sobre TODOS os tipos de assuntos, ao invés de tentar contar vantagem sobre todas as histórias contadas pelos outros, ao invés de fazer da sua companhia algo maçante e insuportável, pois não há lugar para uma voz que não seja a sua,

Ceda. Ouça. Respire. Cale. Atente-se. Compreenda.

Respeite.

Mas, se no fim das contas, caso você ainda prefira ter a ideia de que necessita ser melhor que os demais, vender uma imagem que não é a sua e, acima de tudo, permanecer na ignorância de que calar os outros, fique atento

Logo eu,

a competitiva.