julia quinn quarteto smythe smith simplesmente o paraíso
Título: Simplesmente o Paraíso (Just like Heaven)
Autora: Julia Quinn
Tradução: Ana Rodrigues
Páginas: 266 páginas
Editora: Arqueiro Record
Honoria Smythe-Smith sabe que, para ser uma violinista ruim, ainda precisa melhorar muito... Mesmo assim, nunca deixaria de se apresentar no concerto anual das Smythe-Smiths. Ela adora ensaiar com as três primas para manter essa tradição que já dura quase duas décadas entre as jovens solteiras da família. Além disso, de nada adiantaria se lamentar, então Honoria coloca um sorriso no rosto e se exibe no recital mais desafinado da Inglaterra, na esperança de que algum belo maravilhoso cavalheiro na plateia esteja em busca de uma esposa, não de uma musicista. Marcus Holroyd foi encarregado de uma missão... Porém não se sente tão confortável com a tarefa. Ao deixar o país, seu melhor amigo, Daniel, o fez prometer que vigiaria sua irmã Honoria, impedindo que a moça se casasse com pretendentes inadequados. O problema é que ninguém lhe parece bom o bastante para ela. Aos olhos de Marcus, um marido para Honoria precisa conhecê-la bem (de preferência, desde a infância, como ele), saber do que ela gosta (doces de todos tipo) e o que a aflige (como a tristeza pelo exílio de Daniel, que ele também sente). Será que o homem ideal para Honoria é justamente o que sempre esteve ao seu lado afastando todo e qualquer pretendente?

O Quarteto Smythe-Smith já nos é conhecido pela sua falta de sintonia desde que a família Bridgerton e seus oito filhos nos foi apresentada. De fato, se fosse para conhecermos todas as coitadas da família Smythe-Smith não nos faltariam livros para comprar, mas talvez dinheiro. Sendo assim, Julia Quinn selecionou a geração da família musicista de 1824, época semelhante ao tempo que se passa as histórias de Hyacinth e Gregory Bridgerton, nos últimos livros da série anterior.

Quatro garotas, um musical, talvez muitos tampões de ouvido e quatro romances.

Simplesmente o paraíso – livro 1

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No primeiro livro deste quarteto, Julia Quinn apresenta Honoria, jovem dramática demais para a sua pouca idade, sofrendo a solteirice ao lado da mãe, que sofria a falta de seu filho mais velho, Daniel, dentro de casa (e do país). Tendo o silêncio como um dos (talvez o único) hóspedes de sua casa, Honoria não vê a hora de se casar para que, pelo menos, possa dar a luz a crianças e assim ouvir alguma coisa dentro de sua casa.

Do outro lado, temos Marcus Holroyd, o solitário Lorde Chatteris, amigo de infância de Daniel que ficara incumbido de uma tarefa não muito agradável – impedir que a irmã mais nova de seu amigo se casasse com pretendentes inadequados. O que, sejamos sinceras, não é nada satisfatório, afinal, quem aguentaria ser fiscal de casamento alheio? Mas Marcus era fiel ao seu melhor amigo e por isso cumpria sua árdua tarefa.

No meio disso tudo, temos Sarah Pleinsworth, Iris e Daisy Smythe-Smith, primas de Honoria e membros atuais do Quarteto Smythe-Smith. As duas primeiras anseiam um casamento (situação que as eliminaria do quarteto, afinal, só mulheres solteiras podem ser membros) ou a morte para não tocarem naquele ano. Daisy parecia a única realmente entusiasmada com o recital e a única que acreditava ser uma boa musicista (coitada). Honoria, por sua vez, tinha plena convicção de que estava muito abaixo de uma violinista ruim, mas passava por toda aquela humilhação em nome do amor pela família.

A soma de todas essas peculiaridades só poderia resultar em um enredo bem divertido. A história não possui plotwists mirabolantes, mortes, zumbis ou trapaças. Simplesmente o Paraíso apresenta a doce construção de uma amizade em amor romântico. Os sorrisos, os gostos compartilhados, o fato de conhecer um ao outro como ninguém, tudo isso é trabalhado aos poucos, dando aos personagens o tempo necessário para descobrir aquilo que, aparentemente, sempre sentiram um pelo outro.

Esta série se inicia com maestria, citando inclusive personagens já aclamados em séries anteriores e unindo situações que já vimos antes, como um quebra-cabeça bem pensado e encaixado.

Uma personagem nova, porém, dá as caras nas páginas finais do livro, pouco antes do recital começar e parece que irá ganhar os nossos corações.

E aí, já leu? O que achou? Conta aí :)