Resenha #36 — 'A princesa salva a si mesma neste livro'; Amanda Lovelace

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Título: A princesa salva a si mesma neste livro (The princess savez herself in this one) 
Autora: Amanda Lovelace 
Tradução: Izabel Aleixo 
Páginas: 208 páginas
Editora: LeYa
Sinopse: Amor e empoderamento em versos que levam os contos de fada à realidade feminina do século XXI A princesa salva a si mesma neste livro, de Amanda Lovelace, é comparado ao fenômeno editorial Outros jeitos de usar a boca, de Rupi Kaur, com o qual compartilha a linguagem direta, em forma de poesia, e a temática contemporânea. É um livro sobre resiliência e, sobretudo, sobre a possibilidade de escrevermos nossos próprios finais felizes. Não à toa A princesa salva a si mesma neste livro ganhou o prêmio Goodreads Choice Award, de melhor leitura do ano, escolha do público. Esta é uma obra sobre amor, perda, sofrimento, redenção, empoderamento e inspiração. Dividido em quatro partes ("A princesa", "A donzela", "A rainha" e "Você"), o livro combina o imaginário dos contos de fada à realidade feminina do século XXI com delicadeza, emoção e contundência. Amanda, aclamada como uma das principais vozes de sua geração, constrói uma narrativa poética de tons íntimos e cotidianos que acolhe o leitor a cada verso, tornando-o cúmplice e participante do que está sendo dito.. 

Livros baratos são sempre bons achados. E quando a promoção é tão boa que o livro sai de graça, é melhor ainda! Para a resenha desta semana, trago o livro “A Princesa salva a si mesma neste livro”, de Amanda Lovelace, publicado no Brasil pela editora Leya. Já adianto que o livro é mais do que surpreendente. Vamos de resenha?

No programa de pontos Saraiva Plus você acumula pontos a cada compra realizada pelo site e/ou usando seu CPF em lojas físicas e pode trocar os pontos por descontos. Recebi R$ 10 de desconto e não poderia deixar de aproveitar para receber um novo livro, não é mesmo? Troquei por um livro baratinho, coloquei para retirar na loja sem pagar frete e foi assim que adquiri “A princesa salva a si mesma neste livro”. Não conhecia a autora, mas vi muitas fotos do volume pelo instagram e resolvi dar uma chance.

Achei que se tratava de um romance, com história corrida digamos assim e caí do cavalo. O livro é uma coletânea de poemas e a surpresa foi boa; particularmente falando, livros de poemas e crônicas são de leitura mais fluida e eu acabo terminando mais rápido. E não foi diferente com este, pois devorei em uma manhã de domingo. Os poemas são curtos, crus e de fácil identificação; arrisco dizer que o livro é quase biográfico, pois apresenta diversas questões pessoais como dilemas com aparência, relacionamento abusivo maternal, problemas na família, amor, aceitação.

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E a identificação não se aplica unicamente as mulheres, afinal, sabemos o quanto o padrão é prejudicial para mulheres e homens. Além de que, as problemáticas sobre relacionamento mãe e filha, infelizmente, é comum também entre mães e filhos ou pais e filhos, assim, a leitura apresenta proximidade com a vida não só de mulheres, mas como de homens também.

A escrita é fantástica e o processo evolutivo da autora é crescente junto com seus poemas. A gente se vê aguardando o momento de virada, como a princesa irá se salvar; e é legal perceber isso num livro com poemas, já que na grande maioria os volumes trazem apenas coletâneas, não necessariamente contam uma história com começo, meio e fim.


Acredito que nunca se falou tanto em amor próprio como nos últimos tempos. Fomos, por muitos anos, incentivados a seguir um padrão pré-estabelecido: como nos vestir, como arrumar o cabelo, qual sapato usar, qual banda ouvir, como nos postar, com quem devemos nos relacionar. Compreender que somos livres para sermos quem somos e, principalmente, que não há nada de errado com isso é libertador. A literatura trazer temas com esse se faz cada vez mais necessário para que a nova geração já cresça ciente de que é livre, linda e única do jeito do que é.


A princesa pode salvar a si mesma na vida real, também. Gostamos de príncipes ou de outras princesas, mas salvar a nós mesmas nos ensina de que somos autossuficientes. Ensina-nos que somos. E porque somos, completas e incríveis, podemos (ou não) ter nossos príncipes ou outras princesas; e tá tudo bem se não tivermos, também. Eles e elas são só adicionais.

Podemos construir nossos castelos por nós mesmas. E tá tudo ótimo assim.

Gostou? Já leu o livro? Conta aí pra mim. :)

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