Título: O Conde Enfeitiçado
Autora: Julia Quinn
Tradução: Claudia Guimarães
Páginas: 304 páginas
Editora: Arqueiro
Toda vida tem um divisor de águas, um momento súbito, empolgante e extraordinário que muda a pessoa para sempre. Para Michael Stirling, esse instante ocorreu na primeira vez em que pôs os olhos em Francesca Bridgerton. Depois de anos colecionando conquistas amorosas sem nunca entregar seu coração, o libertino mais famoso de Londres enfim se apaixonou. Infelizmente, conheceu a mulher de seus sonhos no jantar de ensaio do casamento dela. Em 36 horas, Francesca se tornaria esposa do primo dele. Mas isso foi no passado. Quatro anos depois, Francesca está livre, embora só pense em Michael como amigo e confidente. E ele não ousa falar com ela sobre seus sentimentos a culpa por amar a viúva de John, praticamente um irmão para ele, não permite. Em um encontro inesperado, porém, Francesca começa a ver Michael de outro modo. Quando ela cai nos braços dele, a paixão e o desejo provam ser mais fortes do que a culpa. Agora o ex-devasso precisa convencê-la de que nenhum homem além dele a fará mais feliz. No sexto livro da série Os Bridgertons, Julia Quinn mostra, em sua já consagrada escrita cheia de delicadezas, que a vida sempre nos reserva um final feliz. Basta que estejamos atentos para enxergá-lo. 
Este foi o primeiro livro, tanto da série Os Bridgertons quanto da Julia Quinn, que li. Estava na bienal do livro em Itabaiana, lá em 2015, quando parei no stand da Escariz e o atendente, muito simpático, viu meu interesse no livro. Eu já tinha visto diversas fotos no instagram e realmente me interessado pelo conteúdo.

“Mas é o sexto. Não tem os primeiros?”
“Não! Mas a minha mãe leu e disse que não precisa ler os anteriores para entender”, sorriu ele, entregando o livro. Confesso que a simpatia do jovem foi forte influência para a compra do livro.

E, então, vi-me mergulhada no universo de época de Quinn.



Michael vive um dilema desde que a conhecera: apaixonara-se. O problema não envolvia coisas bobas, mas algo pra lá de sério, Francesca era esposa de seu primo John, Conde de Kilmartin, amigo o suficiente para fazer de Michael um ser desprezível, pelos olhos dele mesmo, ao desejar a mulher do primo. Dedicou-se, então, a se deliciar com a amizade dela e sua companhia pelos longos e torturantes anos seguintes.


Quatro se passaram e, bem, um infortúnio a colocou livre. 
John morreu. Uma dor de cabeça o fez dormir e nunca mais acordar. (Calma, gente, não é spoiler! Isso é dito já na contra-capa do livro, tá? ) Sem herdeiro, o título de John é passado para Michael. Agora, a tortura é ainda maior: não só herdara a vida do primo, como ainda permanecia apaixonado pela sua viúva que, mesmo após anos que John lhe fora tirado, vivia o luto. Socialmente falando, era aceitável que Francesca se unisse a Michael, mas o homem não queria que ela o aceitasse em matrimônio unicamente por ser o certo a se fazer.

Michael queria que ela o desejasse ardentemente, tanto quanto ele a desejava.
E ele era um libertino, não era? Isso poderia ser usado ao seu favor para seduzi-la, não poderia?
Bem, poderia.

O Conde Enfeitiçado foi o primeiro livro com temática mais adulta que li na vida e foi uma experiência até divertida, visto que, na época que li, costumava fazer minhas leituras em locais públicos e o meu constrangimento ao ler era notável. Porém, foi uma ótima maneira de se começar, tanto a temática, como os enredos de Julia Quinn. É incrível como os personagens são cativantes, confesso que gostei bastante da personalidade de Francesca e das menções aos seus enigmáticos olhos azuis. Michael, por sua vez, além de sensível, é intenso o suficiente para nos prender na história e querer lê-la em menos de uma semana.

A história de Michael e Francesca nos mostra como uma grande amizade pode se tornar amor, mostra-nos sobre segundas chances e o como o amor pode, sim, existir em nossas vidas mais de uma vez. O que Francesca e John tiveram em seu curto casamento foi verdadeiro, é perceptível pela forma como os dois são descritos, mas isso não quer dizer que, após a sua morte, Francesca esteja impedida de amar de novo. 

Apesar de ter lido este primeiro que os demais, para que você que leu (ou deseja ler) na ordem correta, Julia Quinn não decepciona nesta sequência, deixando o delicioso gostinho de quero mais ao finalizar o enredo.

E aí, já leu? Quer ler? Conta aí! :)