Resenha #22 — 'Os mistérios de Sir. Richard'; Julia Quinn

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Título: Os mistérios de Sir. Richard (The secrets of Sir. Richard Kenworhty)
Autora: Julia Quinn
Tradução: Simone Lemberg Reisner
Páginas: 280 páginas
Editora: Arqueiro
Sir. Richard Kenworhty tem menos de um mês para encontrar uma esposa... Por isso sabe que não pode ser muito exigente, Mas, quando vê Iris Smythe-Smith ao violoncelo no tradicionalmente desafinado recital de sua família, pensa que o destino trabalhou ao seu favor. Ela é o tipo de garota que não atrai muitos olhares, porém, algo o fez ter certeza de que é a escolha perfeita. Iris Smythe-Smith já se acostumou a ser subestimada... com o se cabelo muito claro, a pele alva e o jeito discreto, ela quase sempre passa despercebida, inda que seja a única do Quarteto Smythe-Smith que realmente sabe tocar um instrumento - não que alguém consiga escutá-la em meio a cacofonia dos concertos. Por isso, quando o charmoso Richard Kenworthy pede para ser apresentado a ela, Iris fica envaidecida, mas também desconfiada. E, quando o pedido de casamento dele se transforma numa situação comprometedora, Iris tem a sensação de que ele está escondendo algo... ainda que Richard pareça mesmo apaixonado e que o coração dela esteja implorando para que diga sim. 

O Quarteto Smythe-Smith já nos é conhecido pela sua falta de sintonia desde que a família Bridgerton e seus oito filhos nos foi apresentada. De fato, se fosse para conhecermos todas as coitadas da família Smythe-Smith não nos faltariam livros para comprar, mas talvez dinheiro. Sendo assim, Julia Quinn selecionou a geração da família musicista de 1824, época semelhante ao tempo que se passa as histórias de Hyacinth e Gregory Bridgerton, nos últimos livros da série anterior.

Quatro garotas, um musical, talvez muitos tampões de ouvido e quatro romances.


Os mistérios de Sir. Richard – livro 4


Iris sempre fora a mais calada das jovens Smythe-Smith deste quarteto. Suas aparições – mais comuns no primeiro e no terceiro livro da série – eram sempre regadas de frases ácidas, irônicas e provocativas, principalmente com Daisy, sua irmã, e Sarah, sua prima que não participara do último concerto para livrar a própria pele da humilhação, atitude que Iris julgou bastante egoísta. Assim, confesso que desde a leitura de Simplesmente o paraíso eu já estava ansiosa para a história de Iris Smythe-Smith.


Richard, como o próprio nome do livro já diz, é regado de mistério por todo o enredo, mas a única certeza que nós temos é que ele precisa se casar. Seu prazo para conseguir uma noiva está findando e ele começa a apelar para qualquer moça que aparente ser uma esposa adequada, independente do valor de seu dote. O que nos leva a suspeita de que todo o mistério para a pressa no casamento seja dívidas, inclusive, o estado de sua propriedade e a necessidade de reformas reforçam essa ideia.

Gostaria de dizer, mesmo começando a leitura já sabendo deste fato, todo o mistério que envolve Richard me incomodou um pouco, pois sempre passou a impressão de que Iris estava sendo usada. E quando o mistério é finalmente revelado, a impressão foi confirmada e me fez desejar, com todas as forças, que o casal principal não terminasse junto ao fim do enredo. De todos os personagens masculinos criados por Julia Quinn, este foi o mais egoísta e raso, o modo como a comprometeu para fazê-la se casar com ele foi horrível, sem contar a humilhação.

Para não dizer que a leitura é de todo ruim, a evolução de Iris como ser humano é perceptível e até agradável. Afinal, com toda a rapidez que tudo acontece ela não tem tempo para digerir tudo aquilo e o processo de amadurecimento é lento para a moça, porém, conseguimos vê-la uma mulher madura ao final do livro.

Julia Quinn é uma autora excelente, seus enredos são regados de leveza e diversão, mas em Os Mistérios de Sir Richard ela parece ter perdido a mão e exagerando no melodrama, trazendo um problema até digno de ser tratado, mas pouco trabalhado. A redenção de Richard foi falha, o mistério durou tempo demais e, no fim, sua resolução foi fraca.

Para uma série que começou também, uma pena ter terminado desse jeito.


Bom, é isso! Mais uma série terminada por aqui.
Espero que tenha gostado das resenhas deste Quarteto, 
teremos mais Julia Quinn por aqui este ano. :)

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