Resenha #48 — 'O Sol também é uma Estrela'; Nicola Yoon


O Sol também é uma Estrela Nicola Yoon
Título: O Sol também é uma Estrela 
Autora: Nicola Yoon
Tradução: Alves Calado
Páginas: 296 páginas
Editora: Arqueiro
Sinopse: Natasha: Sou uma garota que acredita na ciência e nos fatos. Não acredito na sorte. Nem no destino. Muito menos em sonhos que nunca se tornarão realidade. Não sou o tipo de garota que se apaixona perdidamente por um garoto bonito que encontra numa rua movimentada de Nova York. Não quando minha família está a 12 horas de ser deportada para a Jamaica. Apaixonar-me por ele não pode ser a minha história. Daniel: Sou um bom filho e um bom aluno. Sempre estive à altura das grandes expectativas dos meus pais. Nunca me permiti ser o poeta. Nem o sonhador. Mas, quando a vi, esqueci de tudo isso. Há alguma coisa em Natasha que me faz pensar que o destino tem algo extraordinário reservado para nós dois. O Universo: Cada momento de nossas vidas nos trouxe a este instante único. Há um milhão de futuros diante de nós. Qual deles se tornará realidade?.

E aí, pessoal, como estamos? Para o post de hoje, trago o livro “O Sol também é uma Estrela” de Nicola Yoon. Depois de ler "Frank e Amor" de David Yoon, fiquei muito interessada nas obras de Nicola, mas o preço sempre foi algo que me deixou pra trás. Porém, promoções lindas do kindle me deram essa felicidade.

O Sol também é uma Estrela Nicola Yoon

Natasha Kingsley é uma garota cética, ligada à ciência, que não acredita em coisas como sorte, destino e sonhos grandes demais. Cética, realista e pé no chão. Natasha tem um grande problema: sua família está a 12 horas de ser deportada para Jamaica e tenta lutar contra o tempo, em busca de uma maneira de permanecerem nos EUA.

Daniel Bae é um bom filho, um bom aluno, sempre vivendo a monotonia de estar à altura das expectativas de seus pais, nunca se permitindo seguir suas próprias vontades e desejos, assim, nunca se permitiu ser sonhador, poeta. Seguindo o roteiro dado por seus pais, Daniel se encaminha para uma entrevista para uma faculdade que não quer ir e um curso que não quer fazer.

Mas e se essa coisa toda de destino, sorte e ação do universo fosse, de fato, real? Havia um motivo para todo aquele papo de Deus ser mencionado no metrô e, em seguida, DEUS EX MACHINA estar escrito nas costas da jaqueta daquela garota.

Leia também: resenha "Hibisco Roxo" de Chimamanda Ngozi Adichie

Eu gostei muito como as coisas se desenrolam nesse livro, como cada pequena ação resulta em uma ação ainda maior. Os personagens são bem intensos e, às vezes, me perguntei se não era exagero, mas já fomos adolescentes, certo? Já tivemos, em algum momento, essa intensidade em situações diversas. A certeza de que dará certo, de que é assim que a vida deve seguir.

Me apaixonei pelo livro, pela escrita, pelo desenrolar dos personagens, com a expectativa na incerteza. Além do mais, gostei muito de como as coisas são explicadas, como personagens secundários são citados, seus problemas e lutas. Voltando ao fato de ação e reação, mostra como cada coisa está interligada e, muitas vezes, agimos como se estivéssemos sozinhos no mundo. Nicola Yoon me ganhou, com toda certeza!

Gostou do livro? Compre aqui!

Sobre os personagens, gosto dessa dualidade Ceticismo vs Sonhador. Ao longo do enredo, percebemos que Natasha tem suas razões para ser tão cética e desacreditada do amor e, ao mesmo tempo, torcemos para que Daniel possa sair dessa zona de controle de seus pais. No que diz respeito a aparência e ascendência dos personagens, eu ADOREI que se tratava de pessoas tão comuns, principalmente nos EUA, mas tão esquecidas na literatura e no cinema: imigrantes e filhos de imigrantes. As individualidades de cada personagem vem de forma natural e eu fiquei feliz demais em ver um casal birracial para além de pessoal branca + qualquer pessoa racializada. Casais como Natasha e Daniel existem e devem se sentir representados: a própria autora Nicola Yoon é uma mulher negra filha de imigrantes jamaicanos, casada com David Yoon, um homem coreano-americano, filho de imigrantes.

No caso do filme (WarnerBros, 2019), é normal sentirmos que falta alguma coisa, de que o roteiro poderia ter seguido melhor a organização do enredo do livro, mas confesso que o longa me ganhou, também. Gostei das escolhas do atores, acompanho a Yara Shahidi em outros trabalhos e conheci o Charles Melton no filme, fiquei encantada com os dois. Uma pena que tenha tido pouca visibilidade em comparação a outros filmes adolescentes que saíram na mesma época.

Ouça a playlist do filme no spotify

Para finalizar, a leitura do livro no sábado e ter assistido o filme no domingo me deixou uma sensação boa, o desejo de voltar... a sonhar. Foi uma sensação nostálgica que me lembrou de quando eu costumava ler e escrever fanfics, de quando cada história, por mais simples que fosse, trazia um calorzinho no coração. Fiquei feliz com isso!

E você? Já leu o livro ou viu o filme? O que achou?
Conta pra mim!

Você também pode gostar:

0 comentários