Resenha #31 — 'Desventuras em Série: Serraria Baixo-Astral #4'; Lemony Snicket

Desventuras Em Série (A Series of Unfortunate Events) entrou na minha através do filme que leva o mesmo nome, lançado em 2004 com nomes de peso como Jim Carrey e Meryl Streep. Com um enredo fantástico, ar meio creep e uma história interessante, imagine a minha surpresa ao descobrir que o filme contemplava apenas três livros de uma série de 13 volumes. Quem me conhece sabe que sou apaixonada por essa série (bem, está no meu perfil ali do lado) e, após o lançamento da série pela Netflix, fiquei pensando em trazê-los para cá. "Serraria Baixo-Astral" é o quarto livro da série e o último apresentado na primeira temporada da série, produzida pela Netflix. Vamos de resenha?

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Título: Desventuras Em Série: Serraria Baixo-Astral (Livro Quarto) 
Autor: Lemony Snicket 
Tradução: Carlos Sussekind 
Páginas: 172 páginas
Editora: Companhia das Letras (Atualmente publicado pela Seguinte)
Sinopse:Caro leitor, Para o seu bem, espero que ao escolher este livro você não tenha sido movido pelo desejo de uma leitura agradável. Se seu desejo era esse, aconselho que feche o livro imediatamente, pois, de todos os volumes que contam a vida infeliz dos órfãos Baudelaires, SERRARIA BAIXO-ASTRAL talvez seja o mais triste até agora. Violet, Klaus e Sunny Baudelaire são mandados a Paltryville para trabalhar numa serraria, e ali, lamento informar, deparam-se com coisas terríveis, tais como uma gigantesca pinça mecânica, bifes do tipo sola de sapato, uma hipnotizadora, um horrível acidente que causará ferimentos e um homem com uma nuvem de fumaça no lugar da cabeça. Prometi escrever a história completa dessas três pobres crianças, mas você não fez nenhuma promessa de lê-la. Portanto, se preferir histórias mais confortadoras, não tenha cerimônia: sinta-se inteiramente livre para fazer outra escolha. Respeitosamente, Lemony Snicket  
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Neste volume, os mistérios que cercam a vida dos órfãos Baudelaires começam a se intensificar. Após perderem mais uma tutora, as crianças seguem para a cidade de Paltryville, lugar que nunca ouviram falar, a fim de encontrar seu(sua) novo(a) tutor(a). Acostumados em se mudar para a casa de pessoas desconhecidas o tempo todo, Violet, Klaus e Sunny se veem, agora, vivendo sob os cuidados de Sr. Homem com o rosto de fumaça, que estava sempre fumando um charuto e os Baudelaires sequer têm a oportunidade de ver o seu rosto. Este homem é dono da Serraria Alto-Astral e, sob os cuidados dele, os órfãos precisam trabalhar.

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         Na trama nós também conhecemos Charles, sócio do Homem com rosto de fumaça, mas que vive em completa submissão a ele. Ao longo da trama podemos vê-lo preparar refeições, passar e dobrar as roupas do outro e, em diálogos importantes, não ter a sua voz ouvida. Muitos(as) leitores(as) acreditam que Charles e o Homem com rosto de fumaça tenham um relacionamento amoroso e isso fica ainda mais claro na série produzida pela Netflix que tem “Serraria Baixo-Astral” como base dos últimos episódios da primeira temporada.


         As crianças, então, notam que há algo de muito errado nos(as) trabalhadores(as) da serraria. O lugar é muito precário, sem a devida segurança e, pior ainda, seus salários são tickets ridículos para qualquer serviço que, a depender do ponto de vista, é completamente desnecessário. O almoço servido é sempre chiclete e Violet, Klaus e Sunny passam a se perguntar com aqueles(as) trabalhadores(as) ainda trabalham naquele lugar, com condições tão horríveis.

“E o salário de vocês?”, perguntou Violet. “Vocês podem gastar uma parte do dinheiro que ganham com ingredientes para sanduíches.”
Phil sorriu tristemente para as crianças e enfiou a mão no bolso. “Na Serraria Alto-Astral”, disse, tirando do bolso uma porção de pedacinhos de papel, “eles não nos pagam em dinheiro. Pagam em tíquetes. Vejam, isso foi o que todos nós ganhamos ontem: vinte por cento de desconto num xampu no Salão de Cabeleireiros do Sam. Na véspera havíamos ganhado esse tíquete que vale um chá gelado e na semana passado recebemos este aqui: ‘Compre dois banjos e ganhe um de graça’. O problema é que não podemos comprar dois banjos porque tudo o que temos são esses tíquetes.”


         Coisas muito estranhas começam a acontecer após Klaus visitar a Dr. Owell para consertar seus óculos que se quebraram em um dia na serraria. O menino começa a agir de maneira esquisita e suas irmãs notam que os(as) demais funcionários(as) também agem de forma esquisita.

         Quem é Dr. Owell? Por que seu escritório tem o formato de um olho, exatamente como a tatuagem de Conde Olaf? Por que o capataz Flacutono é tão mal e por que o seu nome parece familiar? Qual o nome do Homem com rosto de fumaça e por que ele explora seus funcionários?

         Os Baudelaires precisam sobreviver a um trabalho subumano ao mesmo tempo que precisam desvendar esses mistérios para continuar vivos. Aliás, Violet e Sunny precisam, ainda, descobrir o que está errado com Klaus que, de uma para outra, age de maneira estranha e repete “Sim, senhor” o tempo todo.


         Mas, os problemas estavam só começando. Trajando roupas femininas, cílios postiços, unhas compridas e pintadas e meias longas o suficiente para esconder a tatuagem no tornozelo, as crianças conhecem Shirley, a nova recepcionista da Dr. Owell, mas que, com toda certeza, era ninguém menos do que Conde Olaf.

         Com este volume, encerramos a primeira parte da saga que corresponde a 1ª temporada da série, produzida pela Netflix. O que achou das resenhas? Conta aí. :)

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